9 Anos de Copa RNK – Retrospectiva

A Copa RNK completou 9 anos de vida em 2020 e, apesar de todas as dificuldades provocadas pela pandemia, teve uma de suas temporadas mais equilibradas.

A pandemia mudou a cara e a rotina dos pilotos em 2020.
02/02/2021 – Redação

A covid-19 ainda era uma ameaça incerta quando a Copa RNK deu a largada para sua 9ª edição no Kartódromo dos Ingleses, em Florianópolis, no dia 14 de março de 2020. Com pouco mais de cem casos no país, a primeira vítima fatal seria confirmada três dias depois e, a partir daí, a pandemia mudaria a rotina dos brasileiros e da Copa RNK. O CEKI – campeonato de endurance do qual o Candy Shop RNK Team participa –, cuja abertura aconteceria na semana seguinte, viria a ser definitivamente cancelado.

Com as medidas de isolamento social, campeonatos esportivos de todas as modalidades foram interrompidos, autódromos e kartódromos, fechados, e pela primeira vez na história a RNK se viu obrigada a alterar as datas do seu calendário. O Kartódromo de Joinville foi um dos primeiros do país a se adequar às medidas sanitárias de contenção ao novo coronavírus e acabou servindo de palco para metade da fase classificatória.

Não foi, portanto, um ano para comemorar recordes. O medo rondou as pistas e muitos pilotos decidiram abdicar do campeonato. As festas de encerramento foram suspensas e a premiação de 2020, adiada, ainda não tem data para acontecer. Ainda assim, a média de participantes esteve próxima dos 40 pilotos por prova e dois kartódromo estrearam no circuito: Ascurra e Arena Itu, este recebendo a Superfinal da temporada. 

Ao longo de toda a história do campeonato, um total de 116 provas, 210 baterias e 265 pilotos em 3219 presenças no grid de largada, competindo em 16 pistas do Paraná, São Paulo e Santa Catarina. Só em 2020, foram 32 baterias disputadas e 185 troféus entregues. Confira a retrospectiva da temporada 2020 e os principais números que compõem os nove anos da Copa RNK, que tem o apoio e parceria de Candy Shop, Correta Redações, Acrílico Shalon, Fast Lap Kart Indoor e Canal RafaBin.

UM NOVO CAMPEÃO

Fábio Mathoso conquistou o título de 2020. (Foto: Clayton Medeiros)

Assim como nas duas temporadas anteriores, 2020 teve três campeões diferentes, um deles inédito.

Fábio Mathoso foi o campeão anual e junta seu nome aos de Andrey Lima, Jackson Gonçalves – vencedores do 1º e 2º Turno respectivamente, mas que já haviam conquistado títulos antes –, Luizinho Brambila, Daniel Silva, Eduardo e Chico Johnscher na galeria dos campeões da RNK.

A história da Copa RNK começa em 2012. Chico Johnscher foi o bicampeão geral nas duas primeiras temporadas, cujo regulamento ainda dividia os pilotos em duas categorias: A (até 80kg) e B (acima de 80kg). Nas duas oportunidades, Eduardo Johnscher obteve o título dos pesados e Chico, o dos leves.

Em 2014, o campeonato passou a ser disputado em categoria única. Eduardo Johnscher foi o campeão naquele ano, ficando Andrey Lima com o título de 2015.

Desde 2016, o campeonato passou a ser disputado em três fases: dois turnos, cada um valendo um título semestral, e a Superfinal, compondo a classificação anual. Na primeira edição que adotou esse formato, Luizinho Brambila conquistou tudo.

No ano seguinte, Andrey Lima foi o campeão do 1º turno enquanto Luizinho conquistou o 2º e o bicampeonato geral após a Superfinal.

2018 foi o primeiro ano que teve três campeões diferentes: Andrey Lima conquistou o título anual depois de Jackson Gonçalves e Daniel Silva vencerem o 1º e o 2º turno respectivamente. Em 2019, Bruno Rocha venceu o 1º turno, Andrey Lima o 2º e Jackson Gonçalves conquistou o título máximo.

Somados todos os títulos, Luizinho Brambila detém seis; Chico Johnscher e Andrey Lima, quatro; Eduardo Johnscher e Jackson Gonçalves, três; Fábio Mathoso, Bruno Rocha e Daniel Silva, um.

ESTREANTES BRILHARAM POUCO

Mesmo sem vencer, Elói Santana Júnior, o Cazu, foi o destaque entre os estreantes. (Foto: Clayton Medeiros)

A temporada 2020 iniciou no Kartódromo dos Ingleses com 13 estreantes no grid. Alguns ficaram no caminho devido à pandemia, enquanto outros 7 surgiram ao longo do ano. Dos 20 estreantes, apenas Adrianno Dellagiustina – este em sua única participação –, Rafa Bin e Marcelo Schoba venceram, todos eles em suas provas de estreia. Assim como os três, poucos participaram da temporada completa e, além deles, apenas Leandro Pires, Marco Mega, Guilherme Fachini, Maria Bedin e Gustavo Casa figuraram no top 3.

A melhor pontuação total dentre os estreantes foi de Júnior Cazu, que participou de todas as etapas e subiu duas vezes ao pódio, somando 170 pontos. O 2º foi Thiago Vasconcellos, com 157 pontos, seguido de Régis Montibeller (125), Allysson Rossoni (98), Marco Mega (80), Marcelo Schoba (76), Leandro Pires (73), Guto Hass (67), Rafa Bin (65) e João Chevalier (54).

POUCAS MULHERES NO GRID

Mais uma vez Claudinha Cardozo foi a melhor entre as mulheres. (Foto: Clayton Medeiros)

Em sua participação isolada “em casa”, Maria Bedin se tornou a 25ª pilota na Copa RNK, obtendo um 2º lugar e a melhor volta na abertura em Ingleses. Além dela, apenas quatro veteranas participaram da edição 2020. Marjorie Johnscher retornou com um 6º lugar em Ingleses, mas depois disso só colecionou maus resultados. Elvira Cilka participou somente no 2º semestre, colhendo um 4º e um 5º lugar. Karina e Claudinha Cardozo foram as únicas que participaram de todas as provas: Karina obteve quatro pódios – dois P4 e dois P5 – e Claudinha foi o destaque feminino com uma vitória, dois terceiros e um quarto lugar, além de uma pole e uma fast lap.

A representatividade feminina no grid da RNK apresentou leve aumento em relação ao ano anterior. Ainda assim, são apenas 278 dentre as 3219 largadas na história da RNK, o que representa 8,6% do grid.

Marjorie Johnscher e Claudinha Cardozo rivalizam no melhor retrospecto histórico. Marjorie soma três vitórias, duas poles, três fast laps, 13 pódios e um Prêmio Maneco Combacau, concedido ao piloto que mais realiza ultrapassagens na temporada, obtido em 2015. Sua melhor classificação final em campeonatos é um 5º lugar no Troféu 82 Design, o 2º turno do campeonato de 2016. Claudinha conta com três vitórias, três poles, duas fast laps, 10 pódios e sua melhor pontuação é o 4º lugar obtido no 1º Turno de 2020. Além delas, Taís Alves é a única mulher que venceu na RNK, com uma vitória, uma pole e uma melhor volta obtidas em Registro (2018). Seu retrospecto, porém, é superado pelos oito pódios e 3 fast laps de Priscila Driessen e pelos sete pódios, uma pole e duas fast laps de Elvira Cilka.

QUANDO SOBRA LASTRO

O peso extra não impediu Niltinho Rossoni de brigar de igual pra igual com os mais leves. (Foto: Clayton Medeiros)

Com exceção das duas primeiras temporadas, em que houve, além da classificação geral, a classificação por categoria, a Copa RNK nunca dividiu os pilotos por peso. Mesmo naquelas duas edições, a pontuação era extraída da classificação geral para premiar também os pilotos acima e abaixo de 80kg. Ao longo dos anos, o peso mínimo foi gradativamente elevado, até chegar nos atuais 90kg, para ambos os sexos – houve um tempo em que a exigência se restringia aos homens.

A partir de 2018, criou-se uma premiação especial – o Troféu Super100 – para o piloto acima de 100kg mais bem classificado, cujos vencedores foram Nito Ramirez em 2018, Alessandro Trevisan em 2019 e Nilton Rossoni em 2020.

Apesar da evidente desvantagem dos pesados, eles são presença frequente no pódio e somam 15 vitórias – sete ocorridas em 2020 – na história da Copa: cinco de Nilton Rossoni, três de Nito Ramirez e Alessandro Trevisan, e uma de Rafa Bin, Bruno Bogus, Clovis Casavechia e Rodolpho Bettega, este, em 2012, o primeiro superpesado – sim, o Rodo já pesou mais de 100 quilos – a vencer na RNK.

Rossoni, o vencedor do Troféu Super100 de 2020, aliás, sobrou na pista. Venceu quatro provas na temporada, foi o vice-campeão do 1º Turno e terminou o ano na 3ª colocação.

AINDA TEM LENHA PRA QUEIMAR

Chico Johnscher recebe os cumprimentos pela vitória no dia do seu aniversário. (Foto: Clayton Medeiros)

Poucas modalidades esportivas recebem tantos atletas de mais idade quanto o automobilismo. Na Copa RNK, 29 dos 265 pilotos que competem ou já competiram já passaram dos 50 anos de idade. Mais velhinhos que mulheres, portanto.

Nos resultados acumulados, Chico Johnscher é o idoso com melhor desempenho, conquistando o bicampeonato em 2013 aos 56 anos de idade, além de ter o maior número de vitórias, poles e fast laps entre os “velhinhos”. Ao vencer o 8º GP dos Ingleses no dia em que completou 63 anos de idade, ele se tornou também o piloto mais velho a vencer na RNK.

Além de Chico, somente seis pilotos acima dos 50 anos venceram provas na Copa RNK: Rodolpho Bettega, Samurai Sam, Marcelo Tirisco, Tido Olmedo, Clovis Casavechia e Marcelo Schoba.

A 1ª GERAÇÃO

Edinho Marques esboçou o retorno às pistas, mas não passou do 1º turno. (Foto: Clayton Medeiros)

Da geração que originou a Copa RNK, somente seis pilotos permanecem em atividade: Chico, Eduardo e Marjorie Johnscher, Rodolpho Bettega, Andrey Lima e Menyr Zaitter – este, ainda, de forma esporádica. Ex-rallyzeiro, Edinho Marques foi atraído pelo conceito da Copa RNK e participou de oito provas entre 2012 e 2013, vencendo duas. Teve mais uma aparição avulsa no GP de Matinhos em 2016, retornou com muita empolgação em 2020, mas desapareceu ao fim do 1º turno.

Carlos Feijão, até então o 3º piloto mais assíduo da RNK e presente desde a primeira temporada, não deu as caras em 2020 e promete voltar em 2021.

Muitos outros pilotos que fizeram história na RNK e costumavam frequentar o pódio ficaram no passado há mais tempo. Guilherme Szpigiel participou de 32 provas entre 2012 e 2015, com 11 presenças no pódio e três vitórias, duas delas em Registro, o que lhe valeu a alcunha de “Rei Gistro”. Abandonou a carreira após um acidente em Joinville na metade da temporada que se apresentava como a mais promissora para ele.

Fabio Knabben também deixou as pistas após 32 corridas e três vitórias. Foi um dos pilotos de melhor aproveitamento em toda a história da RNK, subindo ao pódio 24 vezes entre 2013 e 2016. Foi 3º colocado em 2014 e vice-campeão em 2015.

Bruno Vianna é um dos maiores talentos desperdiçados que já passaram pela RNK. Habilidoso e arrojado, venceu 4 das 42 corridas que disputou entre 2012 e 2018, subiu 18 vezes ao pódio e foi vice-campeão do Troféu Candy Shop, o 1º turno de 2016. Sem encarar a RNK como prioridade, correu ainda a primeira rodada de 2018, quando abandonou definitivamente as pistas.

José Revoredo foi um dos pilotos mais assíduos entre 2012 e metade de 2016, ausentando-se de apenas três etapas nesse período. Retirou-se no final do 1º turno de 2017, depois de  56 corridas sem jamais vencer.

A exemplo do irmão Bruno, Rafael Vianna nunca participou de todas as provas de uma temporada na RNK. Mesmo assim, é um dos pilotos com mais largadas (62) na Copa, com uma vitória e 17 pódios. Sua última participação foi no GP Beto Carrero, em 2019.

Marcelo Rosa compareceu a todas as provas desde a estreia em 2012 até o início de 2016, quando obteve sua primeira vitória no campeonato. Um imprevisto impediu-o de correr a etapa seguinte e, a  partir daí, passou a ser menos assíduo, abandonar certames na metade, até desaparecer depois de duas participações isoladas em 2019. Em 76 provas disputadas, venceu duas, subiu 28 vezes ao pódio e obteve dois terceiros lugares no campeonato, em 2013 e 2015.

Um dos pilotos mais vitoriosos da RNK, Eduardo Bettega venceu 8 provas entre 2012 e meados de 2016, quando se retirou das pistas. Voltou em 2018 para vencer pela última vez em Registro e encerrar a carreira definitivamente na RNK. Radicado atualmente na França, o piloto conquistou, em 55 provas, 9 vitórias, 23 pódios e realizou sua melhor temporada no ano de estreia, finalizando em 3º lugar na classificação geral.

Priscila Driessen foi sensação nas pistas entre 2012 e 2015. Embora não tenha vencido nenhuma prova, fez oito pódios, três fast laps e foi vice-campeã entre os leves na 1ª Copa RNK, fazendo valer a vantagem do pouco peso num período em que não se exigia lastro das mulheres. Seu melhor momento foi o 2º lugar na Corrida do Milhão em 2015 completando a primeira dobradinha feminina na Copa RNK na vitória de Marjorie Johnscher. Depois disso, mudou-se para Cascavel e abandonou a RNK. Esboçou um retorno em 2019, mas participou de apenas duas rodadas terminando sempre entre os últimos.

Kléber Borges estreou em 2013 numa prova isolada no Raceland. Em 2016 começou a competir regularmente, mas abandonou o campeonato de 2019 na metade. Em 37 provas disputadas, contabiliza duas vitórias e 12 pódios.

MANECO COMBACAU

As 23 ultrapassagens na última prova do ano garantiram o prêmio Maneco Combacau ao campeão Fábio Mathoso. (Foto: Clayton Medeiros)

Duas premiações extras se tornaram tradicionais na Copa RNK e são sempre aguardadas com muita ansiedade. Uma delas é o Troféu Maneco Combacau, instituído em 2015 em homenagem a um dos ícones do kartismo brasileiro nas décadas de 1960-70. O prêmio é concedido ao piloto que mais ganha posições em relação à sua posição no grid de largada somando-se todas as etapas do ano, e foi instituído como forma de incentivar a combatividade mesmo quando as chances de vitória são menores. Seus ganhadores nas edições anteriores foram Marjorie Johnscher (2015), Eduardo Johnscher (2016), Paulo Taylor (2017), Luizinho Brambila (2018) e Bruno Rocha (2019).

Em 2020, o vencedor foi o campeão Fábio Mathoso com uma escalada total de 46 posições, metade delas obtidas na última prova da Superfinal, quando partiu da penúltima posição do grid para terminar em 2º.

PÉ DE BREQUE

Elvira Cilka é a detentora atual do Pé de Breque, que ainda não teve a definição de 2020. (Foto: Acervo)

A outra “premiação” nasceu de uma brincadeira à toa em 2014, quando Marcelo Rosa foi “homenageado” ao final do campeonato com um certificado, assinado por todos os pilotos, atestando que jamais vencera uma prova.

No ano seguinte, foi instituído o Troféu Pé de Breque – o pé esquerdo de um tênis velho – dado ao piloto que mais sofreu ultrapassagens na temporada, “conquistado” por Rafael Vianna. A partir de então, o “troféu” foi institucionalizado como de posse transitória, sendo entregue, em votação simbólica, ao piloto que por alguma razão frustra expectativas ao final de cada semestre, e acabou se tornando um dos momentos mais esperados das premiações. Concedido a Eduardo Bettega ao final do Troféu Candy Shop, Eduardo Johnscher ao final do Troféu 82 Design, Chico Johnscher (1º turno de 2017), Carlos Feijão (2º semestre de 2017), Marcelo Rosa (1ª turno de 2018), Alessandro Trevisan (2º semestre de 2018), Nito Ramirez (1º semestre de 2019) e Elvira Cilka (2º semestre de 2019).

Com o adiamento das premiações de 2020, o atual Pé de Breque segue incógnito, devendo ser definido no próximo evento de confraternização e entrega de prêmios.

CRESCIMENTO INTERROMPIDO

37 pilotos correram em Ascurra, a média de 2020. (Foto: Clayton Medeiros)

A Copa RNK nasceu de forma despretensiosa em 2012, com o intuito de reunir mensalmente amigos oriundos do rally para manter contato e correr de kart. Assim se manteve até 2016, praticamente restrita a um pequeno círculo de amigos e pouco aberta a novos competidores. Isso fica claro no pequeno número de pilotos por prova naquela época: 17 em 2012, 16,8 em 2013, 16,3 em 2014, 17,2 em 2015 e 19,3 em 2016.

Uma nova fase teve início em 2017, com o planejamento direcionado a um crescimento gradual e sólido, buscando aumentar tanto a quantidade de pilotos quanto o nível técnico do campeonato, mas sem perder de vista a essência que originou a Copa RNK: o clima amistoso e familiar do grupo. Com um crescimento de 38% no primeiro ano, 2017 registrou a participação de 26,7 pilotos, em média, em cada etapa. No ano seguinte o crescimento foi ainda maior (67%), atingindo a média de 44,5 pilotos por etapa, para chegar ao seu número máximo em 2019, com 47,5 karts alinhando para a largada, em média, em cada uma das 14 etapas, número que seria ainda maior não fosse a limitação de 26 vagas na Superfinal.

Em 2020, em virtude da pandemia do novo coronavírus, essa tendência foi interrompida. Mesmo assim, a média de pilotos por prova chegou a 36,8.

OS MAIORES GRIDS

No KGV, 30 pilotos se preparando para entrar na pista, o maior grid da história da RNK. (Foto: Andressa Megiolaro)

O recorde de participantes em uma única prova foi quebrado no do GP de Irati, na abertura do campeonato de 2018, com a participação de 63 pilotos, marca que seria igualada em 2019, também na abertura do campeonato, no GP dos Ingleses, em Florianópolis. Antes disso, o recorde era de 60 pilotos no GP Granja Viana, segunda rodada de 2018.

Esses números, é claro, não retratam o número de pilotos simultaneamente na pista, pelas óbvias restrições dos kartódromos.

Até 2015, por exemplo, nenhuma bateria havia superado o grid da prova de estreia da Copa RNK em 2012, quando 21 pilotos alinharam para largar. Esse número só seria superado na 2ª etapa de 2015, com o grid de 22 pilotos do GP Sébastien Loeb, no Raceland.

Novamente a marca se manteve intacta por mais de três anos, até ser suplantada pelo grid de largada do GP Granja Viana, o maior da história da Copa RNK até hoje. No dia 12 de maio de 2018, cada uma das quatro baterias lá disputadas teve 30 karts na pista.

POR ONDE ANDAMOS

A última largada no Raceland, em 26/11/2016. (Foto: Acervo)

Fora do calendário da Copa RNK desde 2016, o Raceland continua sendo o kartódromo que mais abrigou provas do campeonato, com a realização de 33 etapas.

Depois dele, os kartódromos mais utilizados são os de Joinville (SC), em 17 etapas; Beto Carrero (Penha-SC), em 11 etapas; Ingleses (Florianópolis-SC) e Interlagos (SP), em oito; São José dos Pinhais e Registro (SP), em sete etapas; Indaial (SC) e Speedway (Balneário Camboriú-SC), em cinco; Granja Viana (Cotia-SP), em quatro; Irati (PR), Guarapuava (PR), Ascurra (SC) e Itu (SP), em duas. Mais três pistas sediaram o campeonato em uma única oportunidade: o Kartódromo de Rio Negro (PR), o 34 Kart Indoor, em Matinhos (PR), e o Marumbi Kart Indoor, em Curitiba – este, o único circuito indoor a fazer parte do campeonato, devido ao remanejamento de última hora por conta da chuva que impediu a realização da etapa em São José dos Pinhais.

OS FANÁTICOS

Chico Johnscher não teve a companhia de Eduardo em Joinville e agora é o único piloto com 100% de participação na RNK. (Foto: Clayton Medeiros)

Chico Johnscher é agora o único piloto que participou de todas as provas (116) da história da Copa RNK, já que Eduardo Johnscher se ausentou da primeira rodada pós-início da pandemia, somando 114 largadas. Carlos Feijão, que só havia se ausentado de duas provas, não correu em 2020 e estacionou em 100 participações. Completam a lista dos dez mais assíduos Marjorie Johnscher, com 99 largadas, Andrey Lima (78), Marcelo Rosa (76), Rodolpho Bettega (70), Luiz Brambila e Anderson Rocha (66), Rafael Vianna (62), Alessandro Trevisan e Eugênio Fabian (58).

Vale destacar ainda a participação de dois pilotos de safras mais recentes da RNK. Com 53 largadas, Marcos Martins chegou em 2017, não ficou de fora de nenhuma prova desde então, assim como Everton Tonel, que estreou em 2018 e participou das três últimas temporadas completas.

OS MAIORES VENCEDORES

Luiz Brambila numa de suas primeiras vitórias, em 2016, ladeado por Andrey Lima e Eduardo Johnscher: os três mais vitoriosos da RNK. (Foto: Acervo)

Com a chegada de novos pilotos de alto nível e provas sendo divididas em duas ou mais baterias, as vitórias começam a se diluir entre vários novos nomes. Nos últimos três anos, 33 pilotos venceram sua primeira corrida na Copa RNK, enquanto até 2017, em seis temporadas, 34 pilotos diferentes haviam subido ao lugar mais alto do pódio. O número subiu para 50 em 2018, 62 em 2019 e chega a 67 em 2020, que teve apenas cinco vencedores inéditos.

Luizinho Brambila segue como o piloto mais vitorioso. Com as quatro de 2020, ele soma 24 vitórias na Copa impressionando também pelo aproveitamento: venceu 36% das provas que disputou. Na sequência, Andrey Lima tem 20 vitórias; Eduardo Johnscher, 12; Bruno Rocha, 11; Chico Johnscher e  Jackson Gonçalves (10). Entre os maiores vencedores, aparecem ainda Eduardo Bettega (9), Rafael Demmer (6), Nilton Rossoni e Tido Olmedo (5).

OS REIS DO PÓDIO

Eduardo Johnscher (á esq.) e Andrey Lima (no topo) sobem ao pódio pela 59ª vez. (Foto: Clayton Medeiros)

Em números absolutos, Eduardo Johnscher continua sendo o piloto que mais subiu ao pódio na RNK – 59 vezes – tendo agora a companhia de Andrey Lima. O Top 10 do pódio tem ainda Chico Johnscher (53), Luiz Brambila (45), Carlos Feijão (30), Bruno Rocha (29), Marcelo Rosa (28), Anderson Vieira (27), Tido Olmedo (26), Jackson Gonçalves e Rafael Demmer (ambos com 25).

Em números proporcionais, o título de “rei do pódio” voltou às mãos de Andrey Lima, presente no pódio em 75,6% de suas participações. Fabio Knabben, piloto que abandonou as pistas no início de 2016, mas até então havia subido ao pódio em 24 das 32 provas que competiu, e Daniel Silva, que foi ao pódio em 12 de 16 corridas disputadas entre 2018 e 2019, dividem a 2ª posição com 75% de aproveitamento. Nilton Rossoni é o nome novo no ranking com 71,4% (10 pódios em 14 largadas). Completam o Top 10 Luizinho Brambila (68,2%), Jackson Gonçalves (67,6%),  Bruno Rocha (67,4%), Rafael Demmer (64,1%), Tido Olmedo (61,9%) e Fábio Mathoso (55,2%) – este também estreando no ranking.

Para padronização das estatísticas, consideram-se aqui como pódio as classificações até o 5º lugar, mesmo que em algumas provas a premiação só tenha sido concedida até o 3º posto e, em outras, o pódio comportasse até seis lugares. Só foram computados os percentuais de pilotos que tenham participado ao menos de 14 provas na RNK.

OS MAIS EFICIENTES

Andrey Lima é o piloto com melhor desempenho médio na RNK. (Foto: Clayton Medeiros)

O ranking dos melhores desempenhos é baseado na classificação média dos pilotos que participaram de pelo menos 14  provas. Nessa comparação, ninguém ainda foi capaz de desbancar Andrey Lima, que em 2020 melhorou sua marca e se mantém como detentor do melhor desempenho, cruzando a linha de chegada, em média, na posição 4,14 nas 78 provas que disputou. O segundo colocado é Luiz Brambila (4,34 em 66 provas) e Nilton Rossoni estreia no ranking em 3º (4,43 em 14 provas). Fabio Knabben, um dos pilotos mais regulares nos primórdios da RNK e já afastado das pistas é o 4º (4,66 em 32 provas), seguido de Rafael Demmer (5,08 em 39 provas) e Bruno Rocha (5,21 em 43 provas).  O mau desempenho de Jackson Gonçalves no 1º turno de 2020 derrubou-o para a 7ª posição (5,22 em 37 provas). Completam a lista dos 10 mais Tido Olmedo (5,26 em 42 provas), Ricardo Rocco (6,07 em 27 provas entre 2015 e 2017) e Eduardo Johnscher (6,24 em 114 provas).

REI DA POLE

Luizinho Brambila ostenta mais uma pole. (Foto: Clayton Medeiros)

Largando três vezes na frente em 2020, Luizinho Brambila acumula agora 18 poles. Chico Johnscher permanece em 2º com 13 e Andrey Lima mantém o 3º posto com 12. Fábio Mathoso, que também acrescentou três poles ao seu currículo em 2020, divide a 4ª posição com Eduardo Johnscher, ambos com 8 poles. Depois deles, as melhores marcas são Eduardo Bettega e Rafael Demmer (6), Everton Tonel (5), Tido Olmedo, Jackson Gonçalves e Marcelo Rosa (4).

Não são contabilizadas as largadas com grid invertido.

FAST LAP

Luizinho com o pé no porão no Kartódromo Beto Carrero para garantir mais uma volta voadora. (Foto: Clayton Medeiros)

Quando se fala em volta voadora, Luizinho Brambila dá um passeio. Foram 21 voltas mais rápidas na carreira, quase o dobro do seu seguidor mais próximo, Andrey Lima, que tem 11. Eduardo Johnscher tem 10 e, a seguir, vêm Chico Johnscher e Jackson Gonçalves com oito, Bruno Rocha com seis, Bruno Vianna, Tido Olmedo, Anderson Vieira e Fábio Mathoso com cinco, Fabio Knabben, Everson Calaes, Eugênio Fabian e Alessandro Trevisan com quatro.

SINGING IN THE RAIN

Bruno Rocha é o piloto com mais vitórias na chuva. (Foto: MM Schuartes)

No rental kart não existe pneu de chuva, o que exige muito mais dos pilotos na escolha do melhor traçado e habilidade nos pedais a fim de conseguir o grip necessário para se manter na pista perdendo o mínimo de tempo. Nessas condições adversas, alguns pilotos acabam se destacando.

Em 2020, quando parecia que toda a temporada seria disputada no seco, a chuva veio forte na Superfinal, em Itu. E quem mostrou competência foi Nilton Rossoni, que liderava a primeira bateria quando seu kart apagou – a vitória ficou com Andrey Lima, um dos vencedores habituais na chuva –, mas venceu com sobras a segunda.

Em 2019 choveu em três rodadas. No Speedway, em Balneário Camboriú, a chuva caiu pra valer nas três baterias da segunda prova do dia, com vitórias de Eugênio Fabian, Andrey Lima e Bruno Rocha. No Beto Carrero, ela veio de mansinho, mas foi só na última bateria da séria A que caiu torrencialmente e, mais uma vez, Bruno Rocha demonstrou sua habilidade de guiar no molhado. E por fim, em Joinville, a chuva só deu trégua até o finzinho da primeira bateria do dia; depois, foi um aguaceiro só e mais um show de Bruno Rocha – que na segunda largou de último pelo grid invertido para superar sem dó todos os adversários. Nas demais baterias, vitórias de Rodrigo Basquera, Jackson Gonçalves, Everson Calaes e Adriano Goulart. As vitórias em todas as suas quatro baterias na chuva naquele ano transformaram Bruno Rocha no novo rei da chuva.

Antes disso, o a alcunha pertencia a Eduardo Johnscher, que entre 2012 e 2014 obteve cinco de suas sete vitórias debaixo d’água, todas elas no Raceland. Além dele, apenas Chico Johnscher (duas vezes) e Andrey Lima (uma vez) haviam vencido na chuva.

Em 2015, nada de chuva, mas em 2016 ela caiu em duas rodadas: Registro, com vitória de Kleber Borges, e na rodada dupla da Superfinal em Interlagos, com vitórias de Rick Bull e Samurai Sam. Em 2017, a chuva esteve presente em Joinville e Florianópolis (em Rio Negro, apesar da intensa chuva antes da prova, durante as baterias a pista já estava praticamente seca) e nas seis baterias realizadas nessas condições, houve seis vencedores diferentes: Tido Olmedo, Eugênio Fabian, Bruno Rocha, Luiz Brambila, Rodrigo Araujo e Chico Johnscher.

Em 2018, a chuva só veio de verdade uma vez, novamente no Kartódromo dos Ingleses, em Florianópolis, com vitórias de Luiz Brambila nas duas baterias, Nito Ramirez, Daniel Silva, Bruno Rocha e Jackson Gonçalves.

No ranking da chuva, o maior vitorioso é Bruno Rocha, com 6 vitórias, seguido de Eduardo Johnscher com 5. Andrey Lima, Chico Johnscher e Luiz Brambila têm três vitórias, Eugênio Fabian e Jackson Gonçalves, duas.

AS VITÓRIAS MAIS FOLGADAS

Chico Johnscher em Matinhos, na vitória mais folgada da história da RNK. (Foto: 34 Kart Indoor)

Chico Johnscher foi o único piloto na história da RNK a vencer com uma volta de vantagem, feito que protagonizou duas vezes. A primeira, sobre o companheiro de equipe Eduardo Johnscher em uma das baterias válidas pela segunda etapa da RNK, em 2012, no Marumby Kart Indoor. Mas, por ser um circuito indoor muito curto, a diferença representou pouco mais de 20 segundos. O maior “passeio” ocorreu no GP de Matinhos (20/02/2016), quando Chico abriu uma volta e meia – o equivalente a cerca de 50 segundos – em relação ao segundo colocado, Bruno Vianna.

Vitórias com mais de 30 segundos de vantagem só ocorreram em mais cinco oportunidades, e três delas envolveram Chico Johnscher. No GP Ayrton Senna, disputado no Kartódromo Raceland em 26/04/14, ele venceu com 30,854s de vantagem sobre o 2º colocado, Menyr Zaitter. No mesmo ano, na primeira prova disputada em Registro (11 de outubro), foi a vez de Guilherme Szpiegel vencer de forma absoluta, abrindo 32,369s sobre o 2º, justamente Chico Johnscher. Em 21/10/18, no Kartódromo dos Ingleses, em Florianópolis, Luizinho Brambila venceu o piloto da Johnscher Racing por 30,230s, e Rodrigo Araujo abriu 45,868s sobre Julian Fontana.

E na Superfinal de 2018, em Interlagos, Bruno Rocha sobrou na pista e enfiou 32,434s sobre o 2º lugar, Anderson Rocha.

Nas duas últimas temporadas, poucas foram as vezes em que a diferença entre os dois primeiros chegou a 5 segundos e, em 2020, Nilton Rossoni foi o piloto que abriu a maior vantagem na liderança: 19,252s sobre Gilmar Coleta na abertura do campeonato, em Ingleses, e 22,199s sobre Fábio Mathoso na última bateria da Superfinal, em Itu.

POR MILÉSIMOS

Nilton Rossoni e Andrey Lima na chegada mais apertada de 2020. (Foto: Clayton Medeiros)

Em oito oportunidades, a diferença entre os dois primeiros ao cruzarem a linha de chegada foi inferior a um décimo de segundo, praticamente impossível de ser distinguida no visual. A segunda menor diferença entre os vencedores na história da RNK ocorreu em 2020 (16 de maio) em Joinville, quando Nilton Rossoni chegou 0,041s à frente do companheiro de equipe Andrey Lima.

A menor diferença entre os primeiros colocados ocorreu no GP Sébastien Ogier, no Kartódromo de São José dos Pinhais, em 11/06/16, na vitória de  Bruno Vianna sobre Andrey Lima por 0,036s. Exatamente um ano depois, na mesma pista, Andrey Lima superou Eugênio Fabian na última curva do GP Thierry Neuville para vencê-lo por 0,045s.

Outras três chegadas por diferença ínfima foram registradas no Raceland: GP Michèle Mouton, em 13/06/15, de Luizinho Brambila sobre Fabio Knabben por 0,047s; em 24/05/13, de Guilherme Szpigiel sobre Fabrizzio Zaneti por 0,057s; e no GP Colin McRae, em 15/08/15, de Andrey Lima sobre Marcelo Rosa por 0,061s.

Entre as vitórias mais apertadas da história da RNK, estão ainda a de Andrey Lima sobre Samurai Sam, por 0,055s, no KGV, em 12/05/18, e a de Claudinha Cardozo sobre Eugênio Fabian por 0,059s no GP RNK100, disputado em Guarapuava em 12/10/19.

Uma das chegadas mais emocionantes da história da RNK foi registrada na decisão do 1º turno de 2020 em Joinville, quando apenas 1,038s separou o 1º (Andrey Lima) do 8º colocado.

A chegada mais emocionante em 9 anos de RNK, todavia, não valia pódio, muito menos a vitória. Ela se deu na briga pelas últimas posições, no GP de Irati, abertura da Copa RNK de 2018, quando Paulo Cardozo superou Taís Alves por 0,020s e quatro karts – incluindo ainda Bruno Vianna e António Keps – chegaram separados por 0,150s.

Chegadas decididas no photochart, aliás, não são incomuns nas posições intermediárias. Em 2019 houve duas de tirar o fôlego: no GP Beto Carrero, de Eduardo Johnscher sobre Bruno Rocha por 0,031s na briga pelo 3º lugar, e no GP de Joinville, na chuva, quando Fábio Mathoso superou Tido Olmedo também pelo 3º lugar por 0,03s.

PRIMEIRA VITÓRIA

Fábio Júnior venceu em Ascurra sua primeira prova na Copa RNK. (Foto: Clayton Medeiros)

A primeira vitória a gente não esquece. Para três pilotos, em 2020, ela veio logo na estreia: Rafa Bin, em Ingleses; Adrianno Dellagiustina, no 13º GP de Joinville; e Marcelo Schoba, no 14º GP de Joinville. Mais dois pilotos venceram pela primeira vez neste ano: Ariel Dalprá, em sua segunda participação na RNK, no 16º GP de Joinville (ele só havia corrido uma vez anteriormente, em 2018) e Fabio Junior, que venceu em Ascurra em sua corrida número 20.

Em 9 anos de Copa RNK, o jejum mais longo até comemorar a primeira vitória foi de Anderson Rocha, que só subiu ao topo do pódio em sua 50ª prova (GP RNK 100, em Guarapuava, 2019), “quebrando o recorde” anterior, de Carlos Feijão, que havia levado 49 corridas para vencer pela primeira vez. 

JEJUM SEM FIM

Menyr Zaitter é o piloto com mais participações na RNK sem ter vencido. (Foto: Clayton Medeiros)

Para alguns pilotos, o jejum não acaba nunca. José Revoredo deixou as pistas em 2017, depois de 56 participações sem jamais ter vencido, mesma marca de Menyr Zaitter, piloto ainda em atividade. Além deles, os pilotos com mais participações sem vencer na RNK são Emygdio Westphalen (48), Elvira Cilka (39), Priscila Driessen (37) e António Keps (34).

Há, todavia, pilotos que, embora já tenham vencido no passado, também enfrentam longo jejum de vitórias. Rodolpho Bettega venceu sua única prova na 1ª Copa RNK, em 2012 e, de lá para cá, já são 66 corridas sem vitória. Juliano Cunha, depois de estrear com vitória no GP Thierry Neuville, em São José dos Pinhais (10/06/17), já soma 40 largadas longe do topo do pódio. Marcos Martins, que obteve a última de suas duas vitórias em 2018, está há 35 provas sem vencer.

EQUIPES

Fábio Mathoso (ex-integrante) e a Box 45, equipe da família Cardozo, campeã do 2º turno de 2020. (Foto: Clayton Medeiros)

O campeonato por equipes – denominado Desafio por Equipes – foi instituído somente na 2ª edição da Copa RNK, em 2013, e tem na Johnscher Racing uma das mais vitoriosas, apesar dos resultados discretos nas três últimas temporadas. Único time que mantém até hoje sua formação primitiva, com Chico, Eduardo e Marjorie Johnscher, ostenta 22 vitórias, dois títulos (2013 e 2015) e três vices (2014 e os dois turnos de 2016). No 1º turno de 2017, obteve o 7º lugar, recuperando-se parcialmente com o 3º lugar no 2º semestre. Em 2018, terminou em 6º no primeiro semestre e em 4º no segundo; em 2019, 6º e 8º respectivamente; e em 2019, 10º e 7º.

Durante os primeiros três anos de disputa, a equipe que mais rivalizou com a Johnscher foi a Designers Racing (Fabio Knabben, Guilherme Szpigiel e Marcelo Rosa). Foi vice-campeã em 2013, campeã em 2014 e 3º lugar em 2015, quando encerrou suas atividades. Acumulou quatro vitórias nesse período. Em 2016, Fabio Knabben criou a Bora Racing, com Ricardo Rocco e Rafael Demmer, que participou no 1º semestre obtendo uma vitória e terminando em 5º lugar entre seis participantes.

Criada no 2º semestre de 2016, a TK Racing, composta por Luiz Brambila, Rafael Demmer e Franciel Vivan, conquistou os três primeiros títulos que disputou (o segundo turno daquele ano e os dois de 2017). O favoritismo da TK Racing, contudo, virou pó com o abandono de Fran e Demmer, que participou apenas de uma rodada. Contando praticamente só com Luizinho no 1º semestre, a equipe que em sua breve história conquistou 13 vitórias na RNK terminou num modesto 17º lugar e abdicou de participar do 2º turno, cedendo seu principal piloto ao Fast Lap Racing Team.

Nas demais equipes, o histórico revela uma intensa “dança das cadeiras” e mudanças de nomenclatura.

A atual RBR surgiu em 2013 como SNA, formada por Carlos Feijão, Menyr Zaitter e Negão Lemos, terminando em último. No ano seguinte, substituiu Negão por Andrey Lima e ficou em 3º. Em 2015, mudou o nome para Race 4 Fun, trocou Zaitter por Eduardo Bettega e obteve o vice-campeonato. Em 2016, mais uma mudança de nome, agora para o – por enquanto – definitivo RBR, e conquistou o Troféu Candy Shop (1º turno da V Copa RNK). A contínua ascensão foi interrompida no 2º semestre daquele ano com o abandono de dois de seus pilotos. Contando apenas com a pontuação de Feijão, a equipe amargou o 5º e penúltimo lugar. Em 2017, manteve a formação obtendo o 3º lugar no 1º turno, embora Eduardo Bettega não tenha participado de nenhuma prova – o piloto seria substituído por Ricardo Rocco no 2º turno, e a RBR terminaria em 4º lugar. Em 2018, Eduardo Bettega retornou para o time no lugar de Rocco, e o manager Feijão inscreveu mais um time, incluindo na equipe Samurai Sam, Alessandro Trevisan e Everton Tonel, conquistando o título do 1º turno e o vice-campeonato do 2º. Em 2019, Vinicius Eduardo assumiu a vaga deixada por Samu Sam, mas o time não passou de um 8º lugar no primeiro turno e de um 5º no segundo. Recuperou-se em 2020, conquistando o título do 1º turno com a RBR Extreme (Andrey Lima e Nilton Rossoni) e o vice com a RBR Ultimate (Ale Trevisan, Everton Tonel e Felipe Mathias). Carregando o espólio de todo o seu passado, a RBR ostenta um cartel de 32 vitórias, o maior da Copa.

A Vianna Bros., dos irmãos Rafael e Bruno Vianna, foi uma das mais tradicionais enquanto existiu, embora sua melhor classificação tenha sido o 3º lugar em 2014. Em 2016, incluiu no time uma representante feminina, Isabel Costa, e passou a se denominar Vianna Bros. & Lady, obtendo também o 3º lugar no Troféu Candy Shop. Na metade do ano, suspendeu temporariamente as atividades, e Rafael Vianna formou, com Marcelo Rosa e Ricardo Rocco, a Scuderia Nelson Piquet, que participou no 2º semestre terminando em 3º lugar sem vencer nenhuma prova.  Sob o nome, simplesmente, de Scuderia – com os irmãos Vianna e Marcelo Rosa – o time retornaria em 2017 para terminar em último entre nove equipes participantes ao final do 1º turno. Na metade do ano, mais uma vez, Rafael Vianna declarou “forfait”. Em sua longa história, acumulou somente cinco vitórias.

A mais curiosa história entre as equipes da RNK talvez seja a criada por Rodolpho Bettega. Surgiu como βH Driessen, com Rodo, Eduardo Bettega, Dario e Priscila Driessen. Em 2015, Dario e Eduardo deram lugar a José Revoredo e Luiz Brambila, e o time passou a se chamar Zé Bedrilo. Em 2016, com a saída de Priscila, nova mudança de nome: Engspão. Na metade do mesmo ano, a equipe perdia o campeão Brambila, substituído por Alessandro Trevisan, mudando sua denominação para RAZ. Com a saída de Ale para a RBR em 2018, somente com Rodo e Zé Revoredo, que acabou nem correndo, a equipe passou a se chamar Zero Racing. Em 2019, o time mudou novamente de nome e formação: Root Team, com Rodolpho Bettega, Marcelo Rosa e Menyr Zaitter. Em onze campeonatos disputados, seis nomes diferentes, mas resultados pouco convincentes na tabela: um quinto e quatro quartos lugares na classificação final entre 2013 e 2016; 8º (penúltimo e último) nos dois turnos de 2017; 20º (penúltimo) e 18º (antepenúltimo) lugar respectivamente no 1º e 2º turno de 2018; e antepenúltimo (14º e 15º) nos dois turnos de 2019. Apesar das classificações inexpressivas, conquistou nove vitórias. Em 2020, Rodo não inscreveu equipe e está à procura de parceiros e de um novo nome para 2021.

Das equipes que estrearam em 2017, a mais eficiente foi a 34 Racing, vice-campeã do 1º turno e 5º lugar no 2º turno daquele ano com Nito Ramirez, Tido Olmedo e Renato Braga. Em 2018, sob a nomenclatura 34 Team, Nito inscreveu cinco times incluindo mais 12 pilotos: Elvira Cilka, Daniel Silva, Marcelo Saito, Marcelo Tirisco, Brenda Ramirez, Claudio Ferreira, Taís Alves, Fernanda Galvão, Lucas Chaves, Mallu Ribeiro, Leandro Lenartovicz e Diego Boriolo – os quatro últimos nem chegaram a correr. O melhor resultado final dentre as cinco equipes do time foi um 4º lugar no 1º turno e um 5º no 2º. Um desmanche no time ocorreu em 2019, que passou a ser denominado 34 Riders Team e contou apenas com Nito Ramirez, Clovis Casavechia e Renato Braga, terminando em 10º e 11º nos respectivos turnos. Não disputou o campeonato em 2020. Em três anos de existência, a equipe acumula 13 vitórias.

A Kartbeer Racing, de Kleber Borges, Eugenio e Emygdio Westphalen, obteve o 4º e o 7º lugar respectivamente no 1º e 2º turno de 2017, foi 14º nos dois turnos de 2018 e, em 2019, passou a se chamar Covil Bier Racing, terminando os dois turnos em 7º e 10º lugar. Em 2020, Thiago Vasconcellos entrou no lugar de Kléber Borges e o time terminou em 5º e 6º lugar no 1º e 2º turno respectivamente. A equipe contabiliza apenas duas vitórias, ambas de Eugênio.

A DuxShalon RT surgiu em 2017 com Anderson Rocha, Bruno Rocha e Rodrigo Metz, este substituído depois por Marcos Martins, obtendo o 5º lugar no 1º turno e o vice-campeonato no 2º, totalizando quatro vitórias. Em 2018, perdeu Bruno Rocha, entrando em seu lugar Renee Faletti, que acabou participando de apenas uma prova. A equipe terminou o 1º turno em 11º lugar e acabou absorvida pelo Fast Lap Racing Team. Mesmo destino teve a Cacaca Sprint (Felipe Carneiro, Beto Carneiro e Everson Calaes), 6ª colocada nos dois turnos de 2017 com uma vitória. Em 2018, com a substituição de Beto Carneiro por Felipe Fontana, outro que só participou de uma prova, o time mudou a nomenclatura para Kamikaze Team, terminando o 1º turno em 9º lugar, e também foi absorvida pelo Fast Lap.

O Fast Lap Racing Team, aliás, inauguraria uma nova era hegemônica entre as equipes da RNK. O time estreou no 1º turno de 2018 com Bruno Rocha, Nabor Patzsch e Juliano Cunha, terminando em 3º lugar. No 2º turno, inscreveu mais dois times, com mais cinco pilotos vindos de equipes adversárias – Luiz Brambila, Felipe Carneiro, Everson Calaes, Anderson Rocha e Marcos Martins – além de Heitor Preto e Fernando Henrique Gonçalves, saindo Nabor, que não correu no 2º semestre. O resultado veio com o título de campeã do 2º turno. Em 2019, Heitor Preto deu lugar a Priscila Driessen no 1º turno e Mauro Mondin no 2º, conquistando os títulos dos dois turnos com o Fast Lap Racing Pro, além do vice e do 3º lugar com  Fast Lap Racing GT. Em 2020 inscreveu dois times, contando com Bruno Rocha, Marcos Martins e Rafael Demmer no Fast Lap Racing GT e Rafa Bin, Luiz Brambila e Anderson Rocha no RafaBin Fast Lap, que obteve o vice-campeonato no 1º turno. No 2º turno, o time remanejou internamente seus pilotos: o Fast Lap Racing GT ficou com Bruno Rocha e Marcos Martins, enquanto o RafaBin Fast Lap deu lugar ao Gordelícias Fast Lap (Luiz Brambila, Rafael Demmer e Anderson Rocha), que terminou em 4º lugar. Em dois anos e meio de atividade, a equipe já ostenta 24 vitórias.

Das equipes que surgiram a partir de 2018, a principal é a Box 45, da família Cardozo. Formada inicialmente por João, Claudinha, Karina e Paulo Cardozo, Jackson Gonçalves, Anderson Miotto, Alberi Carvalho e Giancarlo Blanco, além de Fabio Mathoso incluído nas últimas etapas daquele ano, contou com três times obtendo 5 vitórias e o vice-campeonato no 1º turno, mas apenas o 12º lugar no 2º, quando praticamente abdicou da disputa. Em 2019, veio com dois times tendo, em sua formação, João e Claudia Cardozo, Jackson Gonçalves, Fabio Mathoso, Guilherme Medeiros e Anderson Vieira, obtendo respectivamente 3º e 4º lugar como melhores resultados nos dois turnos. Em 2020, inscreveu apenas um time, com Jackson Gonçalves, Claudinha e Karina Cardozo, obtendo o 3º lugar no 1º turno e conquistando seu primeiro título no 2º turno. Em três anos de participação, acumula o total de 16 vitórias.

A Technical Kart Racing Team competiu apenas em 2018, composta por Kevin Bettio, Anderson Vieira, Bird Clemente Jr., Fred Willian e Fernando Vieira. Com dois times inscritos, foi 5º e 3º lugar no 1º e 2º turno, obtendo 3 vitórias.

Concorreram ainda, em 2018, com poucos resultados expressivos, a Dry Team (Fernando Durando, Clovis Casavechia e Kelvin Axel), que obteve uma vitória na primeira etapa, e a Tartaruga (António Keps, Ricieri Garbelini e Uellton Gonçalves), que veio em 2019 sob nova denominação, Tartarugators, e apenas dois pilotos (Keps e Riti), também com resultados pífios. Em 2020, veio com António Keps, Anderson Vieira – que obteve a primeira vitória para a equipe – e o estreante Júnior Cazu, terminando cada turno em 6º e 5º lugar.

Das equipes que estrearam em 2019, o melhor desempenho foi da BM Racing (Tido Olmedo, Elvira Cilka e Bruno Tarachuka), vice-campeã no 2º turno e 4ª colocada no 1º, com 4 vitórias no ano. No 2º turno de 2020, Tido e Elvira inscreveram a Alfa Racing, incluindo Marcelo Tirisco, mas seu manager Clovis Casavechia perdeu o prazo para o registro, e a equipe não pontuou na primeira rodada, terminando apenas em 11º.

A AFJ, de Fabio Jr., Otto Jr. e Alberi Carvalho, foi 9º nos dois turnos em 2019. Em 2020, Fabinho e Otto mudaram o nome para OOP Racing, substituindo Alberi por Bruno Ferrari, no 1º turno, terminando em 8º, e Marco Mega, no 2º, quando obteve sua primeira vitória e conquistou o 3º lugar no certame.

A Dall’Agnoll Action Power, de Guarapuava, contou com Emerson e Mir Dall’Agnoll e Mauro Mondin (este, só no 1º turno), terminando em 13º e 14º lugar nos turnos, e obtendo uma vitória em casa. Não participou em 2020. A Koha Racing, de Bassám Hajar e Marcelo Kogik, se inscreveu na última rodada do 1º turno de 2019 e terminou em 13º no 2º semestre. Em 2020, foi penúltima no 1º turno e, no 2º, trouxe Bruno Tarachuka e terminou em 8º, seu melhor resultado.

Por fim, a MM Racing, dos irmãos Maykoll e Michel Carvalho e Levi Fritz, ingressou no 2º semestre de 2019, concluindo em penúltimo lugar. Com seus pilotos participando de poucas provas, terminou também em penúltimo no 1º turno de 2020 e em último no 2º.

Apenas duas novas equipes estrearam em 2020. Gustavo e Gabriel Casa, de Florianópolis, inscreveram o OUZ Team, mas participaram somente da abertura, em Ingleses. E Fábio Mathoso, com Fernando Janiski e Leandro Pires, criou uma dissidência da Box 45. Seus companheiros, no entanto, o abandonaram no caminho e o time acabou contando praticamente só com os pontos de Mathoso. Mesmo com suas duas vitórias, a equipe não passou do 9º e 10º lugar.     

CANDY SHOP RNK TEAM

Eduardo Johnscher e Marcelo Tirisco conduzem o Candy Shop RNK Team nas 24 Horas Rental Kart no Kartódromo Arena Itu. (Foto: Clayton Medeiros)

A RNK mantém, desde 2014,  uma equipe para disputar provas de longa duração. O RNK Endurance Team participou de 26 dessas competições. Em agosto de 2017, em parceria com o Fast Lap Kart Indoor, a equipe passou a ser designada Fast Lap/RNK Endurance Team, período em que obteve um de seus resultados mais expressivos, um 5º lugar e o pódio em uma das etapas do CEKI, organizado pela RA Racing no Kartódromo Beto Carrero. Em 2019, a agência Candy Shop ingressou como patrocinador máster da equipe, cuja denominação passou a ser Candy Shop RNK Team.

O melhor resultado da equipe foram dois 2ºs lugares, nos 200 km de Registro, em 2015, e nas 10 Horas de Matinhos, em 2016, onde também foi ao pódio com o 3º lugar.

Ironicamente, nas duas oportunidades a equipe RNK perdeu a vitória devido a punições. Em Registro, recebeu a bandeirada em 1º, mas foi punida em 10 segundos por uma colisão a poucas voltas do fim quando Eduardo Johnscher disputava a liderança; em Matinhos, a equipe teve de cumprir uma parada de um minuto para cumprir uma punição devido a um toque de Chico Johnscher que provocou a rodada de um retardatário.

Em 2017, chegou a liderar a maior prova de endurance do rental kart nacional – as 24 Horas Rental Kart de Interlagos. Em 2018, terminou o CEKI em 12º lugar dentre 67 equipes participantes. Em 2019, teve seus melhores resultados finais no CEKI – 9º lugar entre 75 participantes – e nas 24 Horas de Interlagos – 14º lugar entre 52 equipes.

Em 2020, com o cancelamento do CEKI devido à pandemia da covid-19, o time participou somente das 24 Horas Rental Kart, este ano realizada no Kartódromo Arena Itu, terminando novamente em 14º lugar.  

Chico Johnscher compôs a equipe em 25 oportunidades. Além dele, quem mais vestiu a camisa do RNK Endurance Team foram Eduardo Johnscher e Carlos Feijão (18 vezes), Marjorie Johnscher, Bruno Rocha e Anderson Rocha (12), Rodolpho Bettega (8), Eugênio Fabian e Kelvin Axel (6), Nito Ramirez, Luiz Brambila e Everson Calaes, (5), Anderson Vieira, Andrey Lima e Emygdio Westphalen (4).

Com menos participações, nesses 7 anos de endurances, já defenderam – alguns ainda defendem – o time da RNK os seguintes pilotos: Marcos Martins, Gilmar Coleta, Felipe Mathias, Mauro Mondin, Nilton Rossoni, Matheus Cruz, Jackson Gonçalves, Claudia Cardozo, Bruno Tarachuka, Marcelo Tirisco, Daniel Silva, Tido Olmedo, Fabio Junior, Menyr Zaitter, Eduardo Bettega, Ricardo Rocco, Phellip Carvalho, Juliano Cunha, Heitor Preto, Felipe Carneiro, Giovani Grigolo, Guilherme Rocha, Nabor Patzsch, Luciano Borges, Beto Carneiro, Diego Santos, Rafael Demmer, Silvio Morselli, Cauê Pampuch, Edinho Marques, Marcelo Rosa e João Gomes.

NOS BASTIDORES

Olhar atento de Karol Sesiuk Martins na balança registrando o peso dos pilotos. (Foto: Clayton Medeiros)

Obviamente a Copa RNK não acontece só dentro da pista. O trabalho exaustivo de organização, divulgação e comunicação é permanente. E, em dia de corrida, não se limita aos 20, 25 minutos de duração de cada bateria. Credenciamento, pagamentos, pesagem, pódio, comunicação visual, entre outras, são tarefas rotineiras que muitas vezes só são reconhecidas quando algo dá errado… Muitas delas, ao longo destes 9 anos, foram executadas por alguns pilotos. Enumerá-los aqui seria impossível e certamente injustiças seriam cometidas.

Nas últimas temporadas, no entanto, duas esposas de pilotos contribuíram muito nos bastidores – credenciamento, pesagem, fluxo de resultados, premiação etc. – e não poderiam deixar de ser mencionadas: Soraya Kirschen e Karol Sesiuk Martins, sempre incansáveis e dedicadas em fazer a Copa RNK acontecer.

Em 2020, em duas oportunidades – Joinville e Beto Carrero – a RNK contou também com os préstimos do casal Michele Pessoa e Pedro Giulliano, tendo este atuado, inclusive, como diretor de prova. A atuação direta na pista, muitas vezes, contou com o auxílio dos próprios pilotos como fiscais para suprir as deficiências de alguns kartódromos.

Por fim, não se pode deixar de citar os responsáveis pelo registro de imagens. Em junho de 2016, a RNK passou a contar com a cobertura fotográfica completa de Clayton Medeiros em todas as suas provas. Por um breve período entre maio/18 e agosto/19, se afastou das lentes e teve seu posto ocupado por Andressa Megiolaro e posteriormente o casal Marcelo e Marcia Schuartes. Unanimidade entre os pilotos da Copa, o Claytão, como é carinhosamente chamado, já é patrimônio da RNK.

RESUMO – AS 9 EDIÇÕES DA COPA RNK

I COPA RNK – 2012

Na 1ª ediçãoo da Copa RNK, poucos pilotos dispunham de equipamento próprio. (Foto: Acervo)

A 1ª Copa RNK teve 10 etapas, oito disputadas no Raceland e duas previstas para São José dos Pinhais. O sistema de pontuação não previa descartes e era variável em função do número de participantes: numa prova com 15 competidores, por exemplo, o vencedor recebia 15 pontos. Além dos bônus pela pole e pela melhor volta e da punição com a perda de dez pontos aos pilotos que se inscreviam e não compareciam – presentes até hoje no regulamento –, um ponto extra também era concedido a cada três participações consecutivas. Mais três pontos eram acrescidos, no final do campeonato, aos pilotos que participassem de mais provas. Era a forma encontrada para incentivar a fidelidade dos pilotos.

Além da classificação geral, também havia a divisão por peso em duas categorias: A (até 80kg) e B (acima de 80kg). Somente dois pilotos venceram mais de uma prova: Eduardo Bettega (três) e Chico Johnscher (duas). Uma das vitórias de Bettega, entretanto, veio de uma excrescência do regulamento. A primeira das provas marcadas para São José acabou transferida para o Marumbi Kart Indoor devido à forte chuva. Com 20 inscritos, os pilotos foram divididos, por sorteio, em três baterias e, de acordo com o regulamento, uma classificação única seria consolidada conforme o número de voltas e o tempo total de prova de cada piloto. O resultado final acabou causando estranheza, pois vários pilotos visivelmente mais lentos da última bateria acabaram na frente de outros mais rápidos da primeira. Foi só muitos meses depois que se descobriu que o tempo total de prova incluía o qualify e o tempo para formação do grid, o que tornaria impossível consolidar os tempos das três baterias. Mas era tarde demais, os resultados já haviam sido oficializados e Eduardo Bettega acabou obtendo uma vitória por ter vencido a bateria cujos fiscais foram mais ágeis no alinhamento dos karts.

O campeonato chegou à última etapa praticamente decidido em favor de Chico Johnscher, que só precisava chegar em 8º para se sagrar campeão da 1ª Copa RNK. Acusado de ser beneficiado por ser mais leve, Chico largou com 16 kg de chumbinhos de tarrafa dentro do macacão e terminou em 3º lugar, garantindo o título. Foi campeão com 148 pontos, contra 142 do vice Eduardo Johnscher, que venceu a prova derradeira, com muita chuva, fazendo a sua parte. Eduardo Bettega foi o 3º no campeonato, com 127 pontos. Na sequência, Rodolpho Bettega (119), Menyr Zaitter (87), Pedro Barbosa (87), Priscila Driessen (75), Marcelo Rosa (62), Rafael Vianna (56) e Bruno Vianna (56) completaram os dez primeiros.

Na classe A, o campeão Chico Johnscher foi seguido de Priscila Driessen, Marcelo Rosa, Eduardo Bettega e Rafael Vianna (sim, Rafael Vianna era leve…).

Na classe B, o campeão foi Eduardo Johnscher, seguido de Rodolpho Bettega, Menyr Zaitter, Pedro Barbosa e Eduardo Bettega, cuja variação de peso ao longo do ano fez com que pontuasse entre os pesados somente na primeira metade do campeonato.

O certame não teve premiação aos campeões nem aos vencedores das provas.

II COPA RNK – 2013

Eduardo (4) e Chico Johnscher (7) na primeira fila. Chico marcou 4 poles naquele ano. (Foto: Acervo)

A 2ª Copa RNK manteve o formato da primeira edição, mas aumentou para 12 o número de provas (9 no Raceland e 3 em S. J. dos Pinhais) e acrescentou outros dois pontos de bonificação: um para o vencedor e um para o piloto que mais ganhasse posições em relação à largada. Também foi introduzido o critério N-2, com o descarte dos dois piores resultados, criado o campeonato por equipes e instituída premiação para os primeiros colocados nas provas e no campeonato.

A temporada chegou à sua última prova definida. Chico Johnscher conquistou o bicampeonato ao vencer a penúltima etapa, em São José, na prova em que Eduardo Johnscher protagonizou o acidente mais espetacular da história da RNK ao capotar seu kart. Eduardo já havia garantido o bi na classe B uma prova antes.

Restava decidir o vice geral – Eduardo Johnscher e Marcelo Rosa chegavam à decisão empatados – e o título por equipe. Com a vitória, mais uma vez na chuva, Eduardo foi o vice, com 152 pontos, contra 164 do campeão Chico e 141 do 3º, Marcelo. Completaram os dez primeiros Bruno Vianna (122), Guilherme Szpigiel (110), José Revoredo (107), Rafael Vianna (105), Rodolpho Bettega (99), Eduardo Bettega (90) e Priscila Driessen (87).

Entre os leves, Chico Johnscher foi bicampeão, seguido de Marcelo Rosa, Bruno Vianna, Priscila Driessen e Fabio Knabben. Nos pesados, Eduardo Johnscher foi seguido de Guilherme Szpigiel, José Revoredo, Rafael Vianna e Rodolpho Bettega. A Johnscher Racing sagrou-se campeã entre as equipes, e o vice ficou com a Designers Racing, de Marcelo Rosa, Guilherme Szpigiel e Fabio Knabben.

III COPA RNK – 2014

Guilherme Szpigiel é “coroado” como o “Rei Gistro”. (Foto: Acervo)

A terceira edição da Copa RNK trouxe muitas novidades. As principais foram a substituição do Kartódromo de São José dos Pinhais por três provas fora do Paraná – Beto Carrero, Joinville e Registro – e o estabelecimento de lastro mínimo (80 kg) para os pilotos do sexo masculino, extinguindo-se as classes A e B. Além disso, foi abolida a tomada de tempo nas provas realizadas em Curitiba, com a formação do grid invertido conforme a ordem inversa da classificação do campeonato. A última prova, denominada Corrida do Milhão, a exemplo da Stock Car, teria pontuação dobrada. Um bônus extra de três pontos passou a ser concedido nas provas fora de Curitiba, de modo a incentivar a participação, benefício dado também aos pilotos de fora de Curitiba nas provas do Raceland. O sistema de descarte passou a ser N-3.

Com a pontuação dobrada na última etapa, o campeonato chegou à decisão com sete pilotos disputando matematicamente o título. Para o líder Eduardo Johnscher, um 5º lugar garantiria a conquista independentemente dos resultados dos adversários. O vice-líder, o ainda pouco conhecido Andrey Lima, tornara-se a sensação do campeonato ao vencer quatro provas, mas precisaria levar todos os pontos possíveis: vitória, melhor volta e maior avanço em relação à posição de largada. E foi o que ele fez – não por acaso, recebeu naquele ano a alcunha de Japa Voador. O insuficiente, porém, para tirar o título de Eduardo, que com um 4º lugar ficou dois pontos à frente (166 x 164). Fabio Knabben, cujo desafio era o mesmo de Andrey, foi o 2º na prova e terminou em 3º na classificação final, com 156 pontos. Chico Johnscher (141), Eduardo Bettega (140), Marcelo Rosa (127), Priscila Driessen (116), José Revoredo (115), Carlos Feijão (114) e Guilherme Szpigiel (113) completaram os dez primeiros.

Entre as equipes, inverteu-se o resultado do ano anterior: a Designers Racing foi campeã e a Johnscher Racing, vice.

IV COPA RNK – 2015

Marjorie Johnscher e Priscila Driessen: primeira vitória e dobradinha feminina na Corrida do Milhão. (Foto: Acervo)

A adoção de pontuação fixa (25 pontos para o vencedor) foi a mudança mais significativa no regulamento de 2015. Além disso, abandonou-se o grid invertido nas etapas de Curitiba, extinguiram-se os pontos extras aos “visitantes” e reduziu-se para um o ponto extra aos pilotos que participaram de todas as etapas. Cada vez mais insatisfeitos com as condições dos karts no Raceland, metade das provas seria desenvolvida fora do Paraná. Além dos kartódromos que já haviam sediado a RNK no ano anterior (Beto Carrero, Joinville e Registro), Indaial e Balneário Camboriú entraram no calendário, enquanto Registro ganhou mais uma etapa.

A abertura da temporada, marcada para o Beto Carrero em janeiro, porém, não poderia ter sido mais frustrante. Na véspera da prova, com mais de 20 pilotos inscritos, os responsáveis pelo kartódromo comunicaram que haveria, com muita sorte, no máximo dez karts em condições de uso. Dois ou três pilotos desistiram de participar, e a solução encontrada foi dividir a etapa em duas baterias eliminatórias, que classificariam dez pilotos para uma final – somente esta valeria pontos para o campeonato. Realizadas as duas classificatórias, com bastante atraso e os karts em frangalhos, alguns pilotos se amotinaram e se recusaram a realizar a bateria final, exigindo que fossem computados os pontos referentes às duas baterias preliminares. A Organização optou pela realização da bateria com os pilotos remanescentes e decidiu que a etapa não contaria pontos para a Copa. Mais tarde, voltaria atrás e, em consenso, validou o melhor resultado obtido por cada piloto.

Dali pra frente, entretanto, o campeonato transcorreu perfeitamente e acirradíssimo. Até a metade da temporada, Chico e Eduardo Johnscher disputaram palmo a palmo o topo da tabela e tudo indicava que, mais uma vez, o título ficaria nas mãos de um deles. Andrey Lima, porém, depois de ficar de fora em duas etapas, fazia um campeonato consistente, subindo ao pódio em todas as etapas e chegou à última prova na liderança, com 12 pontos de vantagem sobre o vice-líder Eduardo Johnscher e 13 sobre o 3º, Fabio Knabben. A essa altura, Chico caíra para 5º, atrás também de Marcelo Rosa. Eram os únicos que ainda tinha chances, ainda que meramente matemáticas, de chegar ao título.

Na Corrida do Milhão, o Japa correu com o regulamento na mão e fez pouco mais que o suficiente. Chegando em 5º, sem correr riscos, sagrou-se campeão com 235 pontos, onze à frente do vice Fabio Knabben. Marcelo Rosa foi o 3º com 213 pontos, enquanto Eduardo Johnscher colhia seu pior resultado no ano (13º), despencando para 4º com 211, e Chico Johnscher terminava em 5º, com 202. A surpresa ficou por conta de Marjorie Johnscher, que marcou a pole e venceu a prova, subindo para a 6ª posição no campeonato, com 195 pontos. Ela ainda ganharia o Prêmio Maneco Combacau, instituído naquele ano. Completaram os dez primeiros na classificação final Carlos Feijão (192), Eduardo Bettega (188), Ricardo Rocco (187) e José Revoredo (162). Um novato que começava a chamar atenção ganhando três provas, mas abandonara o campeonato no terço final, foi o 11º. Seu nome era Luiz Brambila.

Entre as equipes, o título voltou para a Johnscher Racing, ficando o vice-campeonato para a Race Four Fun, atual RBR, composta por Andrey Lima, Carlos Feijão, Eduardo Bettega e Menyr Zaitter.

V COPA RNK – 2016

Os 15 pilotos participantes da 1ª Superfinal da RNK, em Interlagos. (Foto: Clayton Medeiros)

Em sua 5ª edição, a Copa RNK promoveu a mais profunda alteração no formato da competição, que vigora até hoje: a divisão do campeonato em três fases – dois turnos semestrais classificatórios (cada um com seis etapas e N-1) e uma Superfinal (em rodada dupla) – valendo três premiações independentes e o desdobramento das etapas em duas ou mais baterias adaptando-se à relação número de pilotos/quantidade de karts disponíveis. Além disso, foi elevado o peso mínimo dos pilotos do sexo masculino para 90 kg e introduzido também o peso mínimo para as mulheres, este fixado em 80 kg.

O primeiro turno – Troféu Candy Shop – teve suas etapas desenvolvidas em Joinville, Matinhos, Registro, Indaial e duas em São José dos Pinhais.

Luizinho Brambila chegou à decisão, em S. José, com o título praticamente assegurado. Só Eduardo Johnscher tinha chances – remotas – de mudar o resultado, mas chegou em 7º, e o 6º lugar foi o suficiente para Brambila se sagrar campeão com 116 pontos. Bruno Vianna venceu e garantiu o vice-campeonato, com 108 pontos. Eduardo foi o 3º com 106, Rafael Demmer ficou em 4º com 104 e Chico Johnscher em 5º com 99. Completaram os dez primeiros Ricardo Rocco (97), Andrey Lima (96), Rafael Vianna (96), Feijão (95) e Kleber Borges (92). A RBR foi a equipe campeã, ficando a Johnscher Racing em 2º.

O segundo turno – Troféu 82 Design – foi quase um reprise do primeiro, mudando apenas o adversário de Luizinho na briga pelo título. Dessa vez, seu companheiro de equipe Rafael Demmer é quem lhe poderia roubar o laurel. Com provas em Joinville (duas), Beto Carrero, Indaial e Registro e a última no Raceland, Brambila foi o campeão com 114 pontos, contra 95 de Demmer. Chico Johnscher foi o 3º com 92, ficando Feijão em 4º com 87 e Marjorie Johnscher – que mais uma vez vencia a etapa derradeira – em 5º com 79. Completaram os dez primeiros na classificação: Franciel Vivan (77), Eduardo Johnscher (73), Anderson Rocha (72), Marcelo Rosa (70) e Rafael Vianna (70). A equipe TK Racing, recém-formada por Brambila, Demmer e Franciel, foi campeã e novamente a Johnscher Racing a vice.

A Superfinal foi disputada em rodada dupla no Kartódromo de Interlagos entre os 15 pilotos com melhor classificação nos dois semestres, sendo algumas desistências supridas pelos pilotos mais bem situados na sequência. Aos pontos conquistados nas duas provas da rodada dupla, somaram-se ainda pontos extras que cada piloto levou conforme sua classificação nos turnos, o que tornava praticamente impossível tirar o título de Luizinho Brambila. Rick Bull e Samurai Sam venceram as provas da Superfinal e mesmo a quebra do campeão na última quando liderava com tranquilidade tirou dele o campeonato. Luizinho conquistou o terceiro título do ano e Chico Johnscher foi o vice-campeão. Rafael Demmer ficou em 3º, Rick Bull em 4º e Samurai Sam em 5º. Completaram a lista dos dez melhores do ano Eduardo Johnscher, Rafael Vianna, Carlos Feijão, Alessandro Trevisan e Franciel Vivan.

VI COPA RNK – 2017

A vitória em uma das provas da Superfinal em Interlagos garantiu o bicampeonato de Luizinho Brambila. (Foto: Clayton Medeiros)

As únicas mudanças para a 6ª Copa RNK foram a introdução de duas rodadas duplas em cada turno, mantendo-se o mesmo número de provas, e o aumento no número de descartes, que passou para o sistema N-2. A maior novidade, entretanto, foi a adoção de numeração fixa para os pilotos em todo o campeonato.

No primeiro turno, as rodadas duplas foram realizadas em Indaial e no Beto Carrero; as simples, em Joinville e São José dos Pinhais. Três pilotos chegaram à última prova embolados: Andrey Lima e Luiz Brambila, empatados, quatro pontos à frente de Oracildo Olmedo. Andrey Lima, depois de largar mal, fez uma prova espetacular e assumiu a ponta a poucos metros da bandeirada. Nem seria preciso vencer, porém. Tido foi apenas o 5º e Luizinho, o penúltimo. O Japa foi campeão com 100 pontos, ficando Luizinho Brambila em 2º, com 97, e Tido Olmedo em 3º, com 91. Completaram os dez primeiros na pontuação Rafael Demmer (83), Ricardo Rocco (82), Eugenio Westphalen (81), Bruno Rocha (77), Alessandro Trevisan, Renato Braga e Carlos Feijão (todos com 75). Pela primeira vez na história, nenhum integrante da Johnscher Racing figurava entre os primeiros. A TK Racing conquistava mais um título também entre as equipes, cujo vice-campeonato foi para a 34 Racing, formada por Nito Ramirez, Tido Olmedo e Renato Braga.

O segundo turno teve rodadas duplas no Beto Carrero – com transmissão ao vivo da RA Racing – e no Kartódromo dos Ingleses, em Florianópolis, e rodadas simples em Joinville e Rio Negro. Esta, uma final inédita em um kartódromo que não dispõe de kart de aluguel, com estrutura montada pelo Fast Lap Kart Indoor. O título, porém, já estava decidido em favor de Luiz Brambila, campeão com 101 pontos. O vice-campeonato ficou nas mãos de Bruno Rocha, com 90 pontos, mesma pontuação do 3º, Rafael Demmer. Completaram os dez primeiros: Marcos Martins (88), Chico Johnscher (84), Nito Ramirez (81), Andrey Lima (81), Felipe Carneiro (80), Franciel Vivan (77) e Felipe Fontana (75). A TK Racing obteve o terceiro título por equipe, seguida pela DuxShalon, de Anderson Rocha, Bruno Rocha e Marcos Martins.

Novamente em Interlagos, a Superfinal tinha 20 vagas abertas, mas não contou com alguns dos classificados e postulantes ao título, e só 18 dos pilotos habilitados participaram. E novamente Luiz Brambila ostentava larga vantagem em busca do título anual, confirmado com a vitória na segunda das duas provas – a primeira foi vencida por Bruno Rocha, o que lhe garantiu o vice-campeonato. Chico Johnscher foi o 3º, empatado com Marcos Martins e Renato Braga, mas favorecido por ter feito a melhor volta na segunda etapa da Superfinal. Nesta ordem, Carlos Feijão, Eduardo Johnscher, Anderson Rocha, Eugenio Westphalen e Paulo Taylor completaram a lista dos dez primeiros.

VII COPA RNK – 2018

Comemoração do título de Andrey Lima após a Superfinal. (Foto: MM Schuartes)

Mais uma vez o formato do campeonato foi mantido, com duas pequenas adaptações: todas as etapas em rodadas duplas e apenas um descarte (N-1) em cada turno. Ampliou-se, ainda, a premiação, abolindo-se as medalhas e substituindo-as por troféus para todas as posições do pódio. Também foram instituídos três novos prêmios: Super 100 para o melhor classificado acima de 100 kg (Nito Ramirez), Destaque Feminino para a pilota mais bem classificada (Claudia Cardozo no 1º turno e Elvira Cilka no 2º) e Estreante do Ano (Daniel Silva).

Duas rodadas foram realizadas com a estrutura do Fast Lap Kart Indoor em kartódromos que não oferecem locação de karts: Irati, abrindo o 1º turno, e Registro, abrindo o 2º turno.

Na abertura da temporada, em Irati, foi registrado o novo recorde de inscritos, com 63 pilotos participando da prova. A segunda rodada também teve uma pista inédita para a Copa RNK, o Kartódromo Granja Viana, com duas baterias de 30 karts – outro recorde – em cada uma das etapas. A rodada decisiva teve como palco o Kartódromo de Joinville. Andrey Lima era o líder, 3 pontos à frente de Samurai Sam e 5 à frente de Jackson Gonçalves. Na última prova, Andrey e Samurai cometeram erros e Jackson conquistou o título de forma brilhante, totalizando 115 pontos. Andrey Lima foi vice com 108, Tido Olmedo o 3º com 100, mesmo número de pontos de Daniel Silva. Na sequência, completaram o Top 10 Kevin Bettio (99), Nabor Patzsch (96), Eduardo Johnscher (92), Samurai Sam (91), Claudia Cardozo e Bruno Rocha, ambos com 89 pontos. A RBR conquistou o título entre as equipes.

O 2º turno teve suas três rodadas respectivamente em Registro, Ingleses e Balneário Camboriú, aonde Fábio Mathoso chegou liderando o turno um ponto à frente de Daniel Silva, que acabou conquistando o título com 114 pontos, 3 à frente do seu rival. Andrey Lima foi o 3º com 101. Completaram os dez primeiros Nito Ramirez (98), Carlos Feijão (97), Everton Tonel (94), Tido Olmedo (93), Marcelo Saito (93), Felipe Carneiro e Everson Calaes, ambos com 91 pontos. O Fast Lap Racing Team sagrou-se campeão entre as equipes.

Na Superfinal, em Interlagos, Daniel Silva, Andrey Lima e Tido Olmedo carregavam o maior número de pontos de bônus, mas Daniel se envolveu em um acidente e desperdiçou a chance de brigar pelo título, que ficou com Andrey Lima, mesmo sem vencer nenhuma das baterias. Tido foi o vice-campeão e Daniel Silva o 3º. Completaram o Top 10 Eduardo Johnscher, Everton Tonel, Carlos Feijão, Luizinho Brambila, Bruno Rocha, Everson Calaes e Chico Johnscher.

VIII COPA RNK – 2019

Jackson Gonçalves conquistou o título de 2019, desta vez decidido na Granja Viana. (Foto: Clayton Medeiros)

Novamente foi mantido o formato do campeonato, mas com quatro mudanças significativas: 1) a adoção de peso mínimo de 90 kg independentemente de gênero; 2) pontuação dobrada na Superfinal; 3) o sistema de composição das baterias na segunda prova de cada rodada, que deixou de ser feita pela classificação do campeonato, mas pela classificação da prova anterior, a primeira metade subindo para a série superior e, a segunda, descendo para a inferior; 4) a abolição da tomada de tempo na segunda prova da rodada, adotando-se o sistema de grid invertido em relação à primeira.

Também foram acrescidas duas novas premiações: Troféu Vintage, para o piloto acima de 50 anos mais bem classificado no campeonato, e Troféu Old School, para o piloto com mais pontos dentre aqueles que estrearam na Copa RNK há mais de três anos e não obtiveram mais de três pódios na temporada anterior.

Como na temporada anterior, três rodadas duplas constituíram as duas primeiras fases: Ingleses, Speedway (Balneário Camboriú) e Interlagos no 1º turno, Beto Carrero, Joinville e Guarapuava no 2º. A Superfinal, pela primeira vez desde que a RNK adotou esse formato, foi realizada no KGV. As rodadas de Ingleses, Speedway e Beto Carrero foram organizadas em parceria com o APA Challenge, proporcionando mais visibilidade e espetáculo aos dois campeonatos.

O 1º turno chegou à decisão em Interlagos com boa vantagem para Luizinho Brambila na liderança, que se manteve após a primeira bateria. O improvável, contudo, aconteceu a menos de duas voltas do final da segunda bateria, quando o piloto disputava a liderança e já comemorava o mais um campeonato quando teve um problema mecânico. O título acabou nas mãos de Bruno Rocha, com Anderson Vieira em 2º, Felipe Carneiro em 3º, Eduardo Johnscher em 4º e Jackson Gonçalves em 5º. Completaram os dez primeiros Bruno Tarachuka, Tido Olmedo, Guilherme Medeiros, Luiz Brambila e Everson Calaes.

No 2º turno, Bruno Rocha tinha tudo para ganhar novamente depois de vencer três das quatro primeiras provas, mas acabou abrindo mão da taça ao não participar da última rodada devido a compromissos particulares. O favoritismo passou então para Jackson Gonçalves, que acabou traído por um kart pouco competitivo na última bateria. Luizinho Brambila conquistou o título, Jackson foi vice e Tido Olmedo, 3º. Bruno Rocha ainda terminou em 4º, Eduardo Johnscher foi 5º, Bruno Tarachuka, Andreson Vieira, Adriano Goulart, Juliano Cunha e Andrey Lima completaram o top 10.

Na Superfinal, porém, a sorte voltou a sorrir para Jackson Gonçalves. Ao vencer a primeira prova na Granja Viana, ele já reverteu a desvantagem de 4 pontos de bônus que favorecia Bruno Rocha e ampliou-a ainda mais na segunda bateria, vencida por Bruno Bogus, terminando 12 pontos à frente do principal adversário. Luiz Brambila foi o 3º na soma final, Tido Olmedo terminou em 4º e Bruno Tarachuka, o estreante do ano, em 5º. Completaram o top 10 Anderson Vieira, Eduardo Johnscher, Fabio Mathoso, Everson Calaes e Bruno Bogus.

IX COPA RNK – 2020

Mathoso (32) tenta achar espaço para abrir caminho e, de virada, arrancar o título em Itu. (Foto: Clayton Medeiros)

A única mudança significativa em relação à edição anterior foi o retorno do qualify em todas as provas, exceto a Superfinal. Manteve-se, porém, a forma de acesso e descenso entre as séries na segunda prova da rodada.  Foram, ainda, extintos o Troféu Vintage e o Troféu Old School devido à baixa adesão aos mesmos.

Como nas duas temporadas anteriores, três rodadas duplas constituíram as duas primeiras fases: uma em Ingleses e duas em Joinville (estas em substituição a Guarapuava e Interlagos devido à pandemia da covid-19) no 1º turno, Beto Carrero, Ascurra e Joinville no 2º. A Superfinal foi realizada no Kartódromo Arena Itu. Ascurra e Itu foram os palcos que ingressaram na RNK em 2020.

No 1º turno, Andrey Lima e Nilton Rossoni chegaram à decisão, em Joinville, separados por apenas dois pontos. Com a vitória de Rossoni e a melhor volta de Andrey na primeira bateria da rodada dupla, contudo, ambos partiriam para a prova decisiva com o mesmo número de pontos na tabela. Largando na segunda fila com o adversário num distante P8 no grid, bastava a Niltinho marcar o rival e companheiro de equipe para garantir o título. Andrey, porém, escalou o pelotão e o que se viu foi um pega alucinante entre ambos, que se alternavam na ponta curva após curva, numa das provas mais emocionantes da história. Na última volta, Lima e Rossoni dividiram curvas lado a lado até que este, sem espaço para fazer a tomada para a saída do miolo, acabou escapando e voltando, por fora do traçado, à frente de um pelotão de mais seis karts que havia se formado. Ocupando toda a largura da pista, os oito primeiros rasgaram a longa reta de chegada praticamente juntos, e a quadriculada confirmando o título para Andrey Lima.

No 2º turno, também decidido em Joinville, a briga ficou entre Jackson Gonçalves e Fábio Mathoso, que também chegou com dois pontos de vantagem sobre o adversário. A vantagem, porém, foi revertida já na primeira bateria, quando Mathoso largou na última fila – ainda conseguiria chegar em 6º – e o rival venceu. O resultado se repetiu na bateria final, confirmando o título do Jack.

Com os bônus das primeiras fases, a Superfinal em Itu tinha dois japas como principais candidatos ao título: Andrey Lima e Fábio Mathoso, com três pontos de vantagem para o primeiro. Andrey venceu a primeira bateria, pouco mais de um décimo de segundo à frente de Mathoso, e ainda fez o melhor avanço em relação à posição de largada. Com a pontuação dobrada, abria 11 pontos de folga e parecia ter o título assegurado. No grid invertido, ambos largavam na última fila para a prova decisiva, e bastava para Andrey marcar o adversário. Debaixo de muita chuva, contudo, Mathoso se deu melhor e não negociou ultrapassagens para escalar o pelotão, terminando em 2º – Nilton Rossoni venceu a prova com folga – enquanto seu rival chegava apenas em 8º. Fábio Mathoso conquistava, assim, seu primeiro título na RNK.    

20 IMAGENS QUE MARCARAM 2021

Clayton Medeiros gastou o dedo de tanto clicar sua “rolleiflex”. Foram mais de três mil imagens capturadas ao longo das sete rodadas da Copa RNK e das 24 Horas Rental Kart. Confira algumas:

1. Fumaça do kart de Eduardo Johnscher toma conta da pista.
2. Nilton Rossoni em Itu: “Cadê a bandeira?”
3. Emygdio Westphalen soltou faísca no Beto Carrero.
4. 2ª rodada inaugurou o “novo normal” em Joinville.
5. Jamais qualquer fotógrafo havia capturado o sorriso de Karina Cardozo
6. O voo do quero-quero em Ascurra
7. E o voo de Eugênio Westphalen nos Ingleses.
8. Marcos Martins: “Será que chove?”
9. A lua como testemunha no Beto Carrero.
10. Bassám Hajar presta serviços de jardinagem no Kartódromo de Ascurra.
11. Passeio na grama em Itu
12. Grua de prontidão em Joinville.
13. Luizinho recebe bandeirada de pé no Beto Carrero.
14. Folga para os pés dos pilotos durante a madrugada na barraca do Candy Shop RNK Team nas 24 Horas Rental Kart.
15. Trenzinho passa na Firewhip, o cartão de visitas do Kartódromo Beto Carrero.
16. O que será que passa na cabeça do Rossoni e do Tonel?
17. Velocidade pura de Jackson Gonçalves em Joinville.
18. Pra que lado fica Ascurra?
19. Niltinho e Michelli. É o amoooooorrrr…
20. Faltando poucos metros para a bandeirada em Joinville, a turma vem forte.