Rodada dupla em Joinville acirra corrida pelo título do 1º turno

Emygdio, Cazu e Andershow mantêm liderança na Elite 90, Elite 105 e Light 105; Vagner Veiga assume a ponta na Light 90.

Emygdio Westphalen lidera o 1º turno na categoria Elite 90.
08/05/2026 – Redação

Mesmo sem vencer na 2ª rodada da Copa RNK 2026, Emygdio Westphalen, Cazu e Anderson Rocha mantiveram a liderança em suas categorias – respectivamente Elite 90, Elite 105 e Light 105 – mas, viram a diferença para os adversários encolher. As provas foram disputadas no Parque Kartódromo Joinville, no dia 25 de abril.

Depois de ficarem devendo na estreia, Cazu e Diego Bettega venceram suas duas baterias na Elite 90 e 105, respectivamente, e assumiram a vice-liderança em suas categorias, ambos a dois pontos dos líderes, já computado o descarte do pior resultado.

Na Light 105, Anderson Rocha não foi páreo para Greg Walesko, estreante na Copa, que também venceu as duas baterias da categoria. Ainda assim, Andershow foi o único dos líderes a ampliar a diferença para o 2º colocado, agora Mir Dall’Agnol.

A Light 90 foi a única categoria cuja liderança mudou de mãos, assumida por Vagner Veiga mesmo ainda sem vencer no campeonato, beneficiado pela ausência do até então líder Leo Curcio e pela mudança de Gustavo Guimarães para a Elite. A Light 90 foi também a única que teve dois pilotos diferentes vencendo na rodada – Greg Walesko e Gilmar Coleta.

Elite 105 e Light 105

Greg Walesko foi o destaque da Light 105.

O estreante Gregory Walesko, da categoria Light, surpreendeu marcando a pole na primeira bateria, à frente de todos os competidores da Elite, e se manteve na ponta no primeiro terço da corrida, mas não suportou a pressão de Cazu, Eduardo Johnscher, Emygdio Westphalen e Diego Bettega. Na metade da prova, Eduardo foi superado por Emygdio e, ao tentar se defender de Bettega, perdeu o ponto de freada, rodou e acabou levando junto o Emygdio. A duas voltas do fim, Bettega suplantou Cazu para vencer a prova. Eugênio Westphalen foi o 3º e Greg Walesko o 4º, vencendo na Light. Emygdio e Eduardo completaram o pódio da Elite; na Light, foram ao pódio Anderson Rocha, Hulliang Silva, Gilmar Coleta e Mir Dall’Agnol.

A 2ª prova teve poucas disputas e a supremacia dos pilotos da Elite. Diego Bettega fez a pole e venceu de ponta a ponta sem ser ameaçado. A corrida se limitou à briga entre Thiago Gonçalves e os irmãos Westphalen, que só se definiu na bandeirada, com Emygdio em 2º, Thiago em 3º e Eugênio em 4º. Cazu completou o pódio. Na Light, Greg Walesko venceu novamente e Vinícius Eduardo foi o 2º. Anderson Rocha ultrapassou Mir Dall’Agnol na última volta para chegar em 3º e Hulliang completou o pódio.

Light 90

Vagner Veiga é o novo líder da Light 90.

A largada da primeira prova da Light 90 foi um show de horrores. Anderson Pereira fez a pole, mas se empolgou e acelerou antes que a bandeira fosse abaixada. A largada foi abortada, os pilotos realinharam e foram devidamente orientados quanto ao procedimento correto. Na relargada, contudo, os três primeiros – Pereira, Willian Araujo e Mateus Figura – novamente queimaram a largada e, desta vez, foram punidos indo para o fim do pelotão. Greg Walesko, quarto no quali, agradeceu a pole que lhe caiu no colo e venceu com facilidade. Juliano “Garrão” Rocha levou a melhor na briga pela 2ª colocação contra Gilmar Coleta, Duddu Possebom, Vagner Veiga e Hulliang. Dos ponteiros penalizados pela queima da largada, só Willian Araujo conseguiu escalar o pelotão e, nas últimas voltas, entrou na briga pelo 3º lugar com Coleta e Veiga. Na penúltima volta, Coleta, que vinha em 3º, foi ultrapassado por Veiga e, ao tentar dar o troco no grampo que antecede o túnel, acabou colidindo com o adversário. Willian aproveitou e levou a 3ª colocação. Coleta foi penalizado em 5 segundos e o pódio foi completado por Veiga e Possebom.

Vagner Veiga fez a pole e foi escoltado por Garrão na segunda prova da Light 90, que seguiu em banho-maria, com poucas disputas, até Gilmar Coleta se aproximar, trazendo com ele Duddu Possebom, Mateus Figura e Mir Dall’Agnol. No último terço da corrida, Coleta ultrapassou os dois, assumiu a ponta e abriu boa vantagem para não perder mais a liderança. Garrão também passou Veiga para se firmar em 2º, enquanto a disputa ficava pelo 3º ficava aberta entre Veiga e Possebom. Na última volta, Possebom foi definitivamente para o ataque e mergulhou na Curva Zero para ganhar a posição, espalhando Veiga para fora da pista. Após a divulgação dos resultados, este entrou com recurso contra a manobra do adversário, que acabou penalizado em 5 segundos. Figura e Dall’Agnol, que cruzaram na sequência, herdaram a 4ª e a 5ª posição.

Elite 90

Cazu venceu as duas provas da Elite 90.

Na primeira prova da Elite 90, Eduardo Johnscher fez a pole e liderou as voltas iniciais, até ser superado por Cazu. Os dois abriram vantagem segura enquanto Everton Tonel, Diego Bettega e Eugênio Westphalen promoviam a melhor disputa da bateria, pelo 3º lugar. O destaque, porém, ficou por conta de Emygdio Westphalen, que largando no meio do grid, escalou o pelotão até encostar em Eduardo, que nas voltas finais já havia descolado do ponteiro. Cazu acabou vencendo com folga, e Eduardo conseguiu se defender do ataque de Emygdio na última curva, cruzando a linha de chegada 31 milésimos à frente, seguidos de Eugênio e Tonel logo atrás fechando o pódio.

A segunda prova foi marcada pelo “jogo de compadres” entre Cazu e Emygdio Westphalen. Este largou na pole e, empurrado por aquele durante toda a corrida, fez com que abrissem enorme vantagem na frente. Na última volta, Emygdio deu passagem e deu a vitória ao Cazu. Eduardo Johnscher, 3º durante toda a bateria, comandou o 2º pelotão formado por Diego Bettega, Gustavo Guimarães, Eugênio Westphalen e Felipe Mathias e, apesar da pequena diferença, não chegou a ser efetivamente ameaçado. Guima e Mathias finalizaram no pódio.

Campeonato

Após a segunda rodada e já contabilizado o descarte da pior pontuação, Emygdio Westphalen se mantém na liderança da Elite 90 com 71 pontos, agora seguido de Cazu com 69. Eduardo Johnscher assumiu a 3ª colocação com 66, Diego Bettega caiu para 4º com 60 e Felipe Mathias é o 5º com 54. Na Elite 105, Cazu também manteve a ponta, agora com 71 pontos, e Bettega assumiu a vice-liderança com 69. Completam o top 5 Mathias, Emygdio (ambos com 61) e Eugênio Westphalen (59). Anderson Rocha ainda é o líder da Light 105, com 76 pontos, seguido de Mir Dall’Agnoll (61), Greg Walesko (54), Mayckon Eckstein (53) e Julio Bernardo (42). A Light 90 é a única categoria que tem um novo líder: Vagner Veiga, com 64 pontos. Juliano Garrão é o 2º, com a mesma pontuação, pelos critérios de desempate. Gilmar Coleta é o 3º (51), Mir Dall’Agnol o 4º (50) e Cézar Mussoi, o 5º (49). Por fim, a Legends, que não competiu em Joinville, permanece com a classificação inalterada. Alessandro Trevisan é o líder, com 49 pontos, seguido de Lipe Carneiro (44), Marjorie Johnscher (40), Bruno Vianna (39) e Beto Carneiro (38).

Entre as equipes, a Covil APA (Diego Bettega, Emygdio Westphalen e Everton Tonel) manteve a liderança, agora com 145 pontos, seguida pela equipe irmã Covil IPA (Eugênio Westphalen, Felipe Mathias e Thiago Vasconcellos) com 123 pontos e pela Johnscher Racing (Eduardo, Marjorie e Chico Johnscher) com 117.

Com um total de 16 ultrapassagens nas duas rodadas, Felipe Mathias lidera o Prêmio Maneco Combacau, seguido de Eduardo Johnscher (13) e Bassam Hajar (12). Os pilotos que correm em duas categorias, obviamente, dobram as chances de ganhar o prêmio.


Última volta

A DeM Prime Estética Automotiva premiou com uma lavagem especial completa os detentores da melhor volta da rodada nas categorias 90 e 105 kg. Os ganhadores foram Cazu e Emygdio Westphalen. A loja fica na Rua Dom João VI, 339, Cajuru.

Estreando na Copa RNK, Greg Walesko foi o destaque da rodada. Correndo em duas categorias, Light 90 e Light 105, venceu três das quatro baterias que disputou.

Criada a pedido dos pilotos pesados, a categoria 105 kg tem sido dominada, na verdade, pelos pilotos leves correndo com lastro. Dos 14 pilotos que correram em Joinville, somente três são “legítimos”: Anderson Rocha, Mayckon Eckstein e Vinícius Eduardo, e este, ainda, necessitando de lastro para alcançar o peso mínimo. Alguém sabe onde andam Renée Faletti, Riti Garbelini, Niltinho Rossoni, Mauro Mondin, entre outros?

Mir Dall’Agnol, um dos pilotos leves que participa também na 105 kg, gostou tanto de correr pesado que esqueceu de correr sem lastro na 1ª bateria da Light 90.  

Anderson Pereira foi o responsável pela patacoada do dia depois de fazer a superpole. Primeiro, acelerou demais na formação da grid, recebeu sinal para reduzir e freou repentinamente, provocando uma sucessão de batidas entre os karts de trás. Na relargada, novamente acelerou antes da hora e levou junto com ele Willian Araujo e Mateus Figura, e a partida foi abortada mais uma vez. No retorno ao alinhamento, ainda errou o caminho tentando pegar um atalho que não existia… Resultado: largada no final do grid como punição e a prova reduzida em duas voltas.  

Mais uma vez a Copa RNK contou com transmissão ao vivo do canal DMR TV, desta vez comandada por Rafael Demmer e Rafael Celloni.

Com o apoio de Azulprime Sul, Candy Shop, Correta Redações e Acrílico Shalon, a Copa RNK retorna no dia 20 de junho para a decisão do 1º turno, com a etapa em formato endurance individual, no Kart Park, em São José dos Pinhais, onde será realizada também a 2ª rodada dupla da categoria Legends, no formato sprint.