Sob chuva e frio, 1º turno da Copa RNK tem 3 campeões inéditos e 8º título de Cazu

Novo formato da Copa RNK, com 5 categorias, consagra 4 campeões. Legends terá seu vencedor revelado só no final da temporada.

Chuva dificultou a vida dos pilotos na decisão do 1º turno. Vagner Veiga foi o campeão da Light 90.
26/06/2026 – da Redação, com fotos de Felipe Jankowski

GP Shekhar Mehta, disputado no último sábado (20) no Kart Park, em São José dos Pinhais, revelou os campeões do 1º turno da 15ª Copa RNK depois de um Endurance de 75 minutos desenvolvido em pista molhada e muito frio. Teve virada na Elite 90 – Cazu superou o líder Emygdio Westphalen – e na Elite 105 – Diego Bettega suplantou Cazu. Na Light 90, Vagner Veiga, mesmo com uma punição de duas voltas por erro de parada, ficou à frente de Juliano Rocha e confirmou o título. Na esvaziada Light 105, Anderson Rocha garantiu o título com folga.

A Legends, que voltou para a disputa da sua 2ª rodada dupla em formato sprint, teve os mesmos vencedores da abertura. Luis Felipe Carneiro e Ale Trevisan venceram uma bateria cada e comprovaram que são os favoritos na busca pelo título.

Light 90

Thomas Kill foi o vencedor na Light 90.

A Light 90, primeira categoria a ir para a pista, começou com uma hora de atraso devido a um forte temporal que assolou a região no início da tarde. Com a pista em péssimas condições, os pilotos foram para a superpole, conquistada por Léo Curcio, que manteve a ponta até a primeira parada. Vagner Veiga assumiu a liderança, mas por pouco tempo porque errou sua parada em 11 segundos, que lhe acarretaram uma punição de duas voltas. Thomas Kill, o último a efetuar as duas paradas obrigatórias, assumiu a dianteira para não perder mais. Curcio foi o 2º e Gilmar Coleta, que passou boa parte da prova “escondido” por ter feito as duas paradas nas primeiras voltas, foi o 3º, uma volta atrás do vencedor. Edu Fideliz foi o 4º e Veiga, mesmo com a punição, ainda foi ao pódio em 5º.

Elite 90

Germano Pedroso venceu na Elite 90. Ao seu lado no pódio, Diego Bettega e Cazu, campeões da Elite 105 e Elite 90.

A chuva havia parado e o sol, discretamente, apareceu quando a Elite 90 foi para a pista ainda encharcada. Germano Pedroso fez a pole, largou na frente e fez um belíssimo hat trick, marcando a melhor volta da prova e vencendo de ponta a ponta. Acreditando que a pista secaria, praticamente todos os pilotos fizeram as duas paradas nas primeiras voltas, mas a estratégia não funcionou. A pista não secou e os tempos se mantiveram acima dos 52 segundos durante toda a corrida.

Com o líder disparado na frente e Diego Bettega se firmando em 2º, restou a disputa pela 3ª colocação entre Emygdio Westphalen, Cazu e Tido Olmedo, que acabou rodando e ficando fora da disputa. Cazu terminou em 3º, seguido de Emygdio e Gustavo Guimarães, que em brilhante corrida de recuperação terminou no pódio.

Legends

Luis Felipe Carneiro e Alessandro Trevisan travaram belas disputas e cada um venceu uma das baterias da Legends.

A 1ª bateria da Legends teve Luis Felipe Carneiro na pole, seguido de Bruno Vianna. Com a pista molhada, porém, ambos rodaram na curva 1 e Marjorie Johnscher, 3ª no grid, assumiu a dianteira. Sua liderança, no entanto, também só durou uma curva; um toque de Ale Trevisan no miolo a fez rodar e cair para último. Carneiro se recuperou, encostou no ponteiro e, depois de muitas tentativas, só conseguiu reassumir a ponta quando Ale rodou, também na curva 1. Mesmo rodando, Ale manteve o 2º lugar, e Rafael Vianna, em condução segura e sem cometer erros, foi o 3º. Marjorie chegou a se aproximar, mas não houve tempo para atacar e terminou em 4º. Elvira Cilka completou o pódio.

Com o grid invertido, Bruno Vianna largou na ponta na 2ª bateria, mas só sustentou a liderança até a 3ª volta, quando rodou sozinho. Lipe Carneiro escalou o pelotão e logo encostou no líder Ale Trevisan, repetindo-se o embate da bateria anterior. Desta vez, contudo, quem rodou ao tentar a ultrapassagem foi o Carneiro, que acabou caindo para a 3ª posição. Elvira Cilka terminou em 2º, e Marjorie Johnscher e Bruno Vianna completaram o pódio.

Elite 105 e Light 105

Thiago Gonçalves comemora a vitória suada na Elite 105.

Com poucos inscritos, as categorias Elite e Light 105 correram juntas novamente. Diego Bettega foi o mais rápido na superpole e sustentou a ponta, liderando a prova com uma vantagem confortável sobre Thiago Gonçalves, até fazer a primeira parada obrigatória. Antecipando as duas paradas, Cazu, Eduardo Johnscher, Emygdio e Eugênio Westphalen, faziam uma corrida paralela, aparecendo nas últimas posições, mas dando indícios de que poderiam entrar na briga no fim da prova. Encerradas as paradas, Bettega voltava à liderança 6 segundos à frente de Thiago Gonçalves. Cazu, Emygdio e Eugênio brigavam pela 3ª posição, enquanto Eduardo ficava para trás depois de rodar.

Foi então que Thiago Gonçalves brilhou. Numa tocada impecável, reduziu drasticamente a diferença e obrigou Bettega a resistir bravamente por longos minutos. Mas, faltando três voltas para o final, em manobra precisa, Thiago conseguiu a ultrapassagem para conquistar a vitória. Na briga do 2º pelotão, Emygdio acabou provocando a rodada do Cazu, mas mesmo penalizado em 10 segundos, ainda terminou em 3º. Eugênio e Cazu completaram o pódio.

Anderson Rocha e Anderson Sgorlon, únicos concorrentes na Light 105, terminaram nas duas últimas posições em pista, respectivamente 3 e 5 voltas atrás do vencedor geral, mas garantindo a pontuação de 1º e 2º na categoria.  

Campeonato

Com os resultados da rodada e contabilizado o descarte da pior pontuação, Diego Bettega se sagrou campeão do 1º turno na categoria Elite 105, o primeiro título do piloto na Copa RNK, com 119 pontos, 10 à frente de Cazu, o vice-campeão. Emygdio Westphalen foi o 3º colocado com 103; Eugênio Westphalen, o 4º com 97; e Felipe Mathias, o 5º com 95.

Se perdeu o título nos pesados, Cazu virou o jogo e conquistou o campeonato na Elite 90 – o 8ª na Copa – superando Emygdio Westphalen nos critérios de desempate. Ambos terminaram o turno com 109 pontos, mas Cazu obteve duas vitórias contra uma do rival. Diego Bettega foi o 3º

 com 104, Eduardo Johnscher o 3º, com 92, e Eugênio Westphalen, o 5º com 87. Completaram o top 10 Felipe Mathias (84), Chico Johnscher (70), Gustavo Guimarães (69), Marcelo Tirisco (61) e Tido Olmedo (57).

Na Light 90, Vagner Veiga foi o campeão com 100 pontos, dois à frente de Juliano Garrão. Gilmar Coleta terminou em 3º com 91 pontos, Leo Curcio em 4º, com 84, e Mir Dall’Agnol, o 5º com 82. O top 10 teve ainda Mateus Figura (66), Nando Sens (63), Anderson Pereira e Alex Mota (55) e Bassam Hajar (52).

Na esvaziada Light 105, Anderson Rocha praticamente não teve adversários e foi campeão com 130 pontos. Mesmo sem participar da última prova, Mir Dall’Agnol foi o vice com 79, Mayckon Eckstein, o 3º com 69, e Greg Walesko, o 4º com 54. Correndo apenas a última etapa, com pontuação dobrada, Anderson Sgorlon foi o 5º, com 44 pontos.

A Legends, que conta apenas com classificação anual, continua aberta e Alessandro Trevisan permanece na liderança, agora com 76 pontos, um à frente de Lipe Carneiro. Marjorie Johnscher, em 3º com 59, tem dois pontos a mais que Bruno Vianna, o 4º, e cinco de vantagem para Rafael Vianna, o 5º.

Entre as equipes, Covil APA (Diego Bettega-Emygdio Westphalen-Everton Tonel) foi a campeã do 1º turno com 235 pontos. A Covil IPA (Eugênio Westphalen-Felipe Mathias-Thiago Vasconcellos), com 195, foi a vice-campeã e a Aguatop (Cazu-Tido Olmedo-Celso Fortunato) a 3ª colocada com 188, superando por um ponto a Johnscher Racing (Eduardo, Marjorie e Chico Johnscher).

Com um total de 22 ultrapassagens, Felipe Mathias assumiu a dianteira na busca pelo Prêmio Maneco Combacau, destinado ao piloto que mais escala o pelotão somadas todas as corridas do ano. Na sua cola vêm Emygdio Westphalen com 15, Eduardo Johnscher (14), Alessandro Trevisan (13), Bassam Hajar (12) e Cazu (11).


Última volta

Nascido em 20 de junho de 1945, o lendário piloto queniano Shekhar Mehta, cinco vezes vencedor – quatro delas consecutivas – do Safari Rally, válido pelo WRC, foi homenageado com a denominação da decisão do 1º turno.

Pela segunda vez na história da Copa RNK – e de forma consecutiva – um título é decidido nos critérios de desempate, e ambas as vezes por Cazu. Em 2025, ele foi tetracampeão graças à pole position obtida na Superfinal.

A previsão de muita chuva e frio – que se confirmou, por sinal – afastou muitos pilotos de açúcar que acabaram fugindo do evento. Parabéns aos autênticos rallyzeiros no kart que, apesar das condições adversas, garantiram o espetáculo.

Enquanto uns fugiam da chuva, Diogo Guedes que assistia à corrida pelo YouTube no conforto de casa, viu ali a oportunidade de desenvolver sua habilidade. Decidiu correr na última hora na Elite 105 e fez bonito. Infelizmente, uma quebra logo no início fez com que acabasse errando a primeira parada em mais de um minuto, o que lhe custou uma volta e meia de atraso. Não fosse isso, estaria brigando pelas primeiras colocações.

Após 50 minutos de prova, depois de fechado o box para as paradas obrigatórias, quem aparecia na liderança da Light 90 era Marcos Martins. O piloto, entretanto, havia esquecido de fazer a segunda parada e acabaria sendo desclassificado, para decepção da esposa Karol, que acompanhava a corrida.

Punido em duas voltas por ter feito uma parada em 4min49s, Vagner Veiga terminou a prova uma volta e 38 segundos atrás de Thomas Kill, o vencedor. Não tivesse ocorrido o erro de cronometragem, provavelmente ambos protagonizariam uma disputa memorável pela vitória nas voltas finais.

Se os institutos de pesquisa apontavam quase 90% de chances de título para Anderson Rocha na Light 105, os prognósticos se transformaram em 100% antes mesmo da largada. Com apenas dois participantes na categoria, o Andershow já largou com o 1º turno matematicamente garantido.

A categoria 105 kg, aliás, acabou se tornando um fiasco. Criada exclusivamente para atender um grupo de pilotos que há anos questionava não poder competir em igualdade de condições contra os mais leves, a categoria não teve a adesão esperada pelos organizadores, sobrevivendo graças aos pilotos leves que correm também na Elite 90. Lamentável.

A 3ª rodada da Copa RNK contou mais uma vez com transmissão ao vivo do canal DMR TV, com narração de Rafael Celloni e comentários de Rafael Demmer.

Com o apoio de Azulprime Sul, Candy Shop, Correta Redações e Acrílico Shalon, o 2º turno começa no dia 25 de julho no Parque Kartódromo, em Joinville.